Conselho de Segurança reúne-se de emergência para discutir Síria

9 abril 2018

ONU recebeu alegações de que pelo menos 49 pessoas foram mortas em alegado ataque químico na Síria, no sábado; enviado especial para a Síria alertou para “aumento incontrolável” da violência.  

O Conselho de Segurança realizou esta segunda-feira uma reunião de emergência sobre a Síria. Na sessão, o enviado especial para o país, Staffan de Mistura, alertou para um “aumento incontrolável” da violência.

De Mistura afirmou que “eventos recentes carregam mais do que nunca" o perigo de mover várias “linhas de fratura” no Oriente Médio. Mistura acredita que isso pode ter "consequências absolutamente arrasadoras e difíceis de imaginar.”

Resposta

Sobre o alegado ataque químico, ocorrido no sábado, em Duma, o enviado especial disse que "as Nações Unidas não conseguem verificar de forma independente de quem é a responsabilidade."

A ONU recebeu relatos de que pelo menos 49 pessoas morreram e centenas foram feridas durante o ataque, segundo o secretário-geral assistente do Escritório para Assuntos de Desarmamento, Thomas Markram. Ele afirma que estes relatos são “profundamente perturbadores.”

Segundo ele, “àquilo a que se assiste na Síria não pode continuar incontestado por pessoas que valorizam as décadas de esforços para conseguir o desarmamento e a não-proliferação de armas de destruição em massa.”

Para Markram, o Conselho de Segurança precisa agir de forma unânime para evitar que “o uso de armas químicas se torne o novo status quo.”

O secretário-geral assistente disse ainda que o seu escritório está a trabalhar com a Organização para a Proibição de Armas Químicas, Opaq, para realizar uma investigação.

Esta segunda-feira, o diretor da agência, Ahmet Üzümcü, já tinha informado que uma missão está a recolher informações para decidir se foram usadas armas químicas.

Ahmet Üzümcü.
ONU/Rick Bajornas
Ahmet Üzümcü.

Secretário-geral

No domingo, o secretário-geral também expressou a sua preocupação com o agravamento da violência em Duma, em Ghouta Oriental, após um período de relativa calma.

Em nota, emitida pelo seu porta-voz, António Guterres disse que está particularmente alarmado com alegações de uso de armas químicas contra populações civis na área.

Segundo a nota, apesar das Nações Unidas não estarem em posição de confirmar tais alegações, o secretário-geral acredita que “qualquer uso de armas químicas é repugnante e requer uma investigação completa”.

Apresentação: Alexandre Soares

 

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