ONU pede cuidados médicos para “todos, em todos os lugares” no Dia Mundial da Saúde

6 abril 2018

Este sábado, marca-se também  70 anos desde a fundação da Organização Mundial da Saúde, OMS; a nível mundial, a esperança média de vida aumentou 23 anos neste período.

Este sábado, 7 de abril, é o Dia Mundial da Saúde que este ano tem o lema “Cobertura de Saúde Universal: para toda a gente em todos os lugares”. Na mesma data, celebra-se o 70º aniversário da Organização Mundial da Saúde, OMS.

Em mensagem, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou o princípio fundador da OMS.  Segundo ele, “usufruir do melhor estado de saúde possível é um dos direitos fundamentais de todos os seres humanos.”

Compromisso

O chefe da ONU disse que desde a fundação da OMS, “a esperança média de vida em todo o mundo aumentou 23 anos, a varíola desapareceu, e a pólio vai acabar em breve. ” Apesar destes avanços, Guterres afirmou que “pessoas em todo o mundo ainda têm falta de acesso a serviços vitais de saúde.”

Neste dia, o secretário-geral disse que se junta ao compromisso da OMS “para garantir que toda a gente, em todos os lugares, tem os cuidados de saúde de que precisa.”

Segundo dados da ONU, metade da população mundial tem falta de acesso a cuidados essenciais de saúde. Todos os anos, cerca de 100 milhões de pessoas são empurradas para uma situação de pobreza extrema devido a custos médicos.

 

Prioridades

O chefe do Escritório da OMS para doenças crônicas não transmissíveis, João Breda, explicou à ONU News, de Moscovo, que o tema deste ano reflete a prioridade da agência de não deixar ninguém para trás.

“Infelizmente, nem todas as pessoas no planeta têm acesso aos cuidados preventivos e curativos necessários. A OMS afirma reconhecer que “com um pouco mais de esforço e de investimento, seria possível melhorar significativamente os níveis de saúde prestados aos cidadãos dos diferentes países. ”

João Breda acredita que essa melhoria traz benefícios ao nível econômico e é um passo importante no sentido de atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODSs.

“Esta cobertura universal só é assegurada se todos os atores importantes neste processo forem envolvidos, desde o setor social, passando pelo setor privado, pelas diferentes áreas da educação. Estamos a falar de saúde, mas o problema só pode ser resolvido se todos estiverem comprometidos.”

Nova agenda

Em maio, durante a Assembleia Mundial da Saúde, a OMS vai propor uma nova agenda, com base nas experiências destes 70 anos.

A nova abordagem tem objetivos até 2023, ano que marca metade do prazo até ao fim da Agenda 2030. Nestes cinco anos, a OMS quer expandir a cobertura universal de saúde para mais 1 bilhão de pessoas.

Progresso

A agência assinala que em sete décadas, aconteceram grandes melhorias nos cuidados de saúde.

A varíola foi eliminada e a pólio está à beira da erradicação. Muitos países conseguiram eliminar o sarampo e a malária. Pelo menos 21 milhões de pessoas recebem tratamento para o HIV. Foram criadas vacinas contra meningite e ebola, bem como a primeira vacina contra a malária.

Segundo a OMS, o maior progresso ocorreu entre as crianças. Em 2016, menos 6 milhões de crianças morreram antes dos cinco anos do que em 1990.

Neste momento, a OMS responde a surtos e crises humanitárias em mais de 40 países.

Apresentação: Alexandre Soares

 

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