ONU preocupada com possível aumento da violência entre israelenses e palestinos
BR

6 abril 2018

Escritório destaca apreensão com eventos esperados nas próximas semanas; apelo aos dois lados é que façam tudo para evitar ferimentos e perda de vidas; pelo menos 16 palestinos teriam morrido após disparos de munição real em protestos da semana passada.

O Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos manifestou preocupação com o aumento da violência durante manifestações de palestinos marcadas para esta sexta-feira e para as próximas semanas.

Obrigações

Em nota, divulgada em Genebra, o Escritório disse que Israel tem “obrigações de garantir que não seja usada força excessiva contra os manifestantes”.

O escritório destaca relatos de pelo menos 16 pessoas por disparos em protestos da semana passada. Mais de mil pessoas ficaram feridas.

Meios não-violentos

Segundo o documento, ao policiar a chamada linha verde, entre os dois territórios, as forças de segurança de Israel devem respeitar os direitos de reunião e expressão pacífica e usar, quando possível, meios não violentos para cumprir seus deveres.

Citando a lei internacional de direitos humanos a nota sublinha que “as armas de fogo só podem ser usadas em casos de extrema necessidade, como último recurso, e em resposta a uma ameaça iminente de morte ou risco de ferimentos graves”.

O documento realça que embora uma minoria de manifestantes tenha lançado mão de meios considerados perigosos, o uso de equipamentos de proteção e posições defensivas por agentes da lei teria reduzido riscos.

O Escritório destaca que uma tentativa de aproximação da linha verde por si só “certamente não representa uma ameaça à vida ou ferimentos graves que justifiquem o uso de munição real”.

Vidas

A nota realça o apelo do secretário-geral da ONU por uma investigação independente e transparente desses incidentes para responsabilizar os autores.

O outro pedido aos líderes de ambos os lados é que façam tudo ao seu alcance para evitar mais ferimentos e perda de vidas.

O documento realça que “no contexto de uma ocupação militar, como é o caso em Gaza, o recurso injustificado e ilegal às armas de fogo na aplicação da lei que resulte em mortes pode significar um assassinato intencional, que é uma violação grave da Quarta Convenção de Genebra”.

Apresentação: Monica Grayley.

 

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