Pesquisadores do Brasil e de Portugal recebem prêmio da Unesco

2 abril 2018

Ivan Antonio Izquierdo, do Centro de Memória do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul, foi reconhecido pelas suas descobertas sobre mecanismos dos processos de memória; Rui Luís Gonçalves Reis, da Universidade do Minho, tem dado “contribuições inovadoras” à medicina regenerativa; entrega do prêmio ocorreu na Guiné Equatorial.

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, entregou recentemente o Prêmio Internacional Unesco-Guiné Equatorial para Pesquisa em Ciências da Vida.

A cerimônia aconteceu em Sipopo, Malabo, no país africano, com a distinção sendo entregue pelo presidente guineense, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, e pela diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay.

Brasil

Foram três os premiados: a Organização de Pesquisa em Agricultura do Centro Volcani, em Israel, e os pesquisadores Rui Luís Gonçalves dos Reis, de Portugal, e Ivan Antonio Izquierdo, do Brasil.

Izquierdo é coordenador do Centro de Memória do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul, que pertence à Pontifícia Universidade Católica, PUC-RS.

Memória

Segundo a Unesco, ele foi reconhecido por suas descobertas sobre os mecanismos dos processos de memória e como isso pode ajudar no tratamento de distúrbios psicológicos e doenças neurodegenerativas, além de auxiliar no processo de envelhecimento das pessoas.

De Porto Alegre, Izquierdo explicou à ONU News que ter uma boa memória é essencial para a qualidade de vida e deu dicas de como as pessoas podem prevenir a perda da memória.

“Ler é a atividade principal, é a atividade que mais favorece em si a memória. Em geral, as funções cerebrais quanto mais se usam, melhor vão funcionar. As outras dicas são ter uma dieta boa, uma dieta equilibrada, praticar exercício físico como preventivo e como tratamento da memória.”

Qualidade de vida

Além do investigador Ivan Antonio Izquierdo, a Unesco premiou também o português Rui Luís Gonçalves dos Reis, da Universidade do Minho, por suas “contribuições inovadoras ao desenvolvimento e engenharia de biomateriais naturais e suas aplicações na medicina regenerativa, em células-tronco e na aplicação de medicamentos”. A Unesco destaca que essas pesquisas tem um grande potencial de melhorar a vida humana.

A instituição israelense ganhou o prêmio por desenvolver metodologias de ponta em pesquisa agrícola, focando na segurança alimentar em áreas de deserto ou em solos áridos.

Esta foi a quarta edição do prêmio Unesco em parceria com a Guiné-Equatorial, reconhecendo projetos de pesquisa científica que levaram a uma melhoria da qualidade de vida das pessoas.

Cada premiado recebeu uma escultura do artista guineense Leandro Mbomio Nsue, um diploma e US$ 100 mil.

Apresentação: Leda Letra.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud