ONU pede ajuda urgente para deslocados na Síria

19 março 2018

Pelo menos 125 mil deixaram Ghouta Oriental e Afrin nas últimas semanas; abrigos estão superlotados e maioria das pessoas tem problemas de saúde.

O Sistema das Nações Unidas na Síria está a pedir ajuda para conter a situação de dezenas de milhares de pessoas que fugiram das suas casas nas cidades de Ghouta Oriental e Afrin.

A notícia foi dada pelo porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque, esta segunda-feira.

Ajuda

Segundo o porta-voz, a ONU e seus parceiros “foram informados das condições desesperadoras das pessoas que deixaram Ghouta Oriental e Afrin. Elas estão cansadas com fome, traumatizadas, com medo e precisam de ajuda urgente.” Dujarric disse que “estes civis enfrentam condições humanitárias angustiantes.”

Desde 11 de março, pelo menos 25 mil pessoas saíram de Ghouta Oriental. Estes civis estão em abrigos nas cidades de Dweir, Adra, Herjelleh e numa zona rural da capital Damasco. Funcionários da ONU visitaram estes locais e perceberam que “os abrigos estão superlotados e que mais pessoas chegam todos os dias.”

A maioria dos entrevistados pelos funcionários da ONU tinha problemas de saúde, devido a vários anos sem acesso a medicamentos e a cuidados.  

Comunidades

Do distrito de Afrin também fugiram 100 mil pessoas. A maioria, 75 mil, está em Tal Refaat, e as restantes em Nubul, Zahraa e aldeias vizinhas. As 16 escolas em Tal Refaat estão a ser usadas como abrigos, o que obrigou ao fim das aulas. 

O porta-voz concluiu dizendo que “este fluxo massivo de deslocados internos está a colocar pressão nas comunidades de acolhimento, que já estavam sobrecarregadas.”

O coordenador humanitário da ONU na Síria, Ali Al-Za’tari, explicou que muitos civis continuam encurralados pelo conflito em Ghouta Oriental e Afrin.

Numa declaração, Al-Za’tari afirmou que “a ONU e os seus parceiros, com destaque para o Crescente Vermelho Árabe de Síria, estão completamente mobilizados para entregar ajuda no local.”

O coordenador pediu que os Estados-membros financiem esta ajuda, e que as partes do conflito facilitem o acesso às pessoas em necessidade.

 

Apresentação: Alexandre Soares

 

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