ONU Mulheres em Moçambique quer usar estatísticas para avançar empoderamento

15 março 2018

O apelo foi feito no Dia Internacional da Mulher pela representante da agência no país que sugere o contato com as comunidades para melhor conhecer as dificuldades existentes.

Uma feira de empreendedorismo feminino e acesso aos serviços para o empoderamento das mulheres foi a forma como a ONU Mulheres optou para comemorar o Dia Internacional da Mulher, 8 de Março.

O local escolhido foi a localidade de Tomanine, no distrito de Guijá, província de Gaza. A agência da ONU diz que as estatísticas sobre a população são fundamentais para avançar a autonomia de mulheres e meninas.

Cédula pessoal 

Dos vários serviços oferecidos, a agência prevê que sejam emitidos 2 mil bilhetes de identidade, 1,5 mil Certidões de Nascimento, e que sejam partilhados os procedimentos para emissão de Cartões de Segurança Social para Trabalhadores por Conta Própria. 

A ONU News esteve em Guijá, na província de Gaza e conheceu Egnésia Carlitos Bembane e Letícia Mahinque, duas mães que dedicaram o dia para registo de seus filhos.

Egnésia tem 18 anos e dois filhos: Neusa com 3 anos e Olindo com 1 ano. Ela disse estar feliz com a  iniciativa da ONU Mulheres pois permitiu registar seus filhos.

Já Leticia Manhique, de 20 anos, também tem dois filhos: Paulina Sitoe de 4 anos e Quilesia de 1 ano. Leticia participou da feira para obter a cédula pessoal dos seus filhos.

Desafios

A representante interina da ONU Mulheres em Moçambique, Laetitia Kayisire, disse que a feira de empreendedorismo feminino e acesso aos serviços para o empoderamento das mulheres irão contribuir para levantamento de dados estatisticos, um dado que actualmente é escasso quando se aborda assunto sobre a mulher.

“O grande desafio é coletar dados estatisticos porque vão permitir conhecer problemas, desafios, as condições que mulheres, raparigas e homens também vivem e permitir na influência de politicas relacionadas com igualdade de género e empoderamento das mulheres”.

A representante afirmou que o empoderamento da mulher requer engajamento de todas as áreas. Ela destacou as vantagens de trabalho intenso das comunidades.

“A nossa visão não são discursos. Temos uma obrigação de vir aqui para ver como as comunidades, familias vivem à pobreza extrema. Nós que fazemos politicas , programas temos uma grande responsabilidade de trabalhar no “terreno” porque o terreno oferece uma realidade da condição das pessoas”.

Serviços

A feira terminou em 11 de Março, e ofereceu assistência técnica no licenciamento e desenvolvimento de agronegócio, exposição de produtos agropecuários e agro-processamento, o aconselhamento jurídico-legal, números de identificação tributária, acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva, serviços financeiros nomeadamente a educação financeira e abertura de contas bancárias e procedimentos para emissão do documeno de Direito do Uso e Aproveitamento de Terra, Duat.

A iniciativa desenvolve-se no âmbito do Projecto “Igualdade de Género, Empoderamento Económico das Mulheres e Segurança Alimentar” financiado em 1,6 milhões de euros pelo Governo do Reino da Bélgica, implementado na província de Gaza.

O evento organizado pela ONU Mulheres conta com a parceria com o Instituto para a Promoção de Pequenas e Médias Empresas. Ipeme, o Governo do Distrito de Guijá e apoio do Governo da Bélgica.

 

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