Nações Unidas buscam quase US$ 540 milhões para ajudar palestinos neste ano
BR

14 março 2018

Plano de Resposta Humanitário foi lançado pelo ministro do Desenvolvimento Social e coordenador humanitário da ONU; quase 2 milhões de palestinos nos territórios ocupados serão beneficiados; dinheiro será utilizado para implementar 240 projetos na região.

Foi lançado nesta quarta-feira o Plano de Resposta Humanitária 2018 em prol de 1,9 milhão de palestinos. O ministro do Desenvolvimento Social da Palestina, Ibrahim Al-Shaer e o coordenador humanitário da ONU, Jamie McGoldrick, apresentaram o plano.

A meta é conseguir US$ 539,7 milhões para ajudar os palestinos que estão em Gaza e na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental.

Bloqueios

Se esse valor for alcançado, os trabalhadores humanitários poderão “proteger os palestinos que vivem sob ocupação militar, melhorar o acesso das pessoas a serviços básicos e apoiar a capacidade da população em ultrapassar crises”.

O financiamento buscado será utilizado na implementação de 240 projetos. Quase 75% do dinheiro tem como alvo Gaza, onde as necessidades humanitárias são as maiores devido ao prolongado bloqueio econômico por parte de Israel e hostilidades recorrentes. As divisões internas palestinas e as restrições do Egito e Rafah também têm impactos negativos em Gaza

O ministro Al-Shaer declarou que nos últimos anos, “a falta de financiamento levou a reduções da ajuda humanitária” e segundo ele, também ocorreram “tentativas de politizar o trabalho humanitário”.

Estratégia

O ministro Al-Shaer também declarou que “Gaza está à beira de uma catástrofe”, sendo que as necessidades humanitárias na Faixa de Gaza serão cada vez mais severas e complexas, “enquanto o bloqueio israelense durar”. O representante do governo afirmou que “acabar com a ocupação é a maneira mais direta, prática e duradoura para as injustiças” sofridas pelos palestinos.

Já o representante da ONU, Jamie McGoldrick, explicou que pela primeira vez, “o plano foi preparado como parte de uma estratégia de três anos”, enquanto se busca o aumento do respeito pela lei internacional humanitária e de soluções de longo prazo para a região.

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McGoldrick disse que em Gaza vivem as famílias mais afetadas pela crise. Para que ONU e parceiros tenham sucesso nas ações, é “preciso o apoio generoso de doadores e forte ação política para acabar com essa crise”.

 

 

 

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