Mais de 4,7 mil veterinários recebem treinamento da ONU para combater surtos

13 março 2018

Além de ajudar na saúde de gado, porcos e galinhas, os especialistas recém-treinados têm a missão de manter doenças animais fatais longe dos humanos; FAO cita como exemplo os impactos do H1N1 e da síndrome respiratória aguda, Sars.

Mais de 4,7 mil veterinários que acabam de terminar uma capacitação das Nações Unidas para combater surtos estão agora na linha de frente de defesa e de proteção de animais como gado, galinhas e porcos.

As sessões foram ministradas pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, com a meta também de garantir que doenças animais fatais fiquem longe dos humanos.

Gripe e ebola

O chefe de veterinária da FAO, Juan Lubroth, declarou que “75% das novas doenças infecciosas nas últimas décadas tiveram origem animal”. Por isso é tão importante combater essas doenças na “fonte”, uma estratégia para prevenir futuras pandemias.

A FAO cita como exemplos surtos recentes de origem animal, como a gripe aviária causada pelo vírus H5N1; a epidemia de influenza H1N1; o vírus ebola; a síndrome respiratória aguda, Sars, e a síndrome respiratória do Oriente Médio, Mers. 

Prejuízo econômico

Além dos riscos para a saúde humana, as doenças de origem animais acabam custando bilhões de dólares ao crescimento econômico.

Segundo a FAO, o surto de H5N1 de meados dos anos 2000 gerou perdas de US$ 30 bilhões para a economia no mundo todo. Alguns anos depois, o H1N1 causou perdas estimadas de US$ 55 bilhões.

Para muitas famílias de zonas rurais, criar animais é sua principal fonte de renda, por isso perdas causadas por doenças prejudicam a economia dessas famílias.

A capacitação da FAO cobriu várias áreas ligadas à saúde animal, como vigilância e prevenção, operações de laboratório, biossegurança, prevenção e controle e estratégias de resposta em casos de surtos.

Apresentação: Eleutério Guevane.