Mulheres são menos propensas a atuar no mercado de trabalho do que os homens, alerta OIT
BR

7 março 2018

Organização Internacional do Trabalho nota progressos alcançados nos últimos 20 anos, mas destaca que a taxa global de participação feminina na força de trabalho é 26,5 pontos percentuais menor que a taxa dos homens.

Na véspera do Dia Internacional da Mulher, a Organização Internacional do Trabalho, OIT, divulgou dados atualizados sobre desigualdades entre homens e mulheres no mercado de trabalho.

Segundo o relatório “Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo: Tendências para Mulheres 2018”, a taxa global de participação das mulheres na força de trabalho é de 48,5%.

Desemprego

Este número é 26,5 pontos percentuais menor do que a taxa dos homens. A ONU News entrevistou o chefe do escritório da OIT em Nova York, Vinícius Pinheiro, que destacou ainda que as mulheres têm mais chances de estarem desempregadas.

“A taxa de desemprego entre as mulheres tende a ser maior do que a dos homens. A taxa de desemprego entre os homens está em 5,2% e das mulheres, 6%. Quando as mulheres entram no mercado de trabalho, em geral elas têm uma probabilidade de estar em uma situação mais vulnerável. Empregos de baixa qualidade, um salário que não é decente, longas horas. Além disso, as mulheres e homens na mesma posição têm salários diferentes: as mulheres tendem a ganhar 20% a menos do que os homens.”

Gerentes

O relatório da OIT ressalta também que no mundo todo, quatro vezes mais homens estão trabalhando como empregadores do que mulheres. Essas desigualdades também se refletem em cargos de gestão, onde as mulheres continuam enfrentando barreiras para acessar estes postos.

A OIT pede que continue sendo uma prioridade acabar com as desigualdades de gênero, fator essencial para garantir o empoderamento feminino até 2030, de acordo com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Apresentação: Leda Letra.