Dia de Zero Discriminação destaca direito de todos serem respeitados

28 fevereiro 2018

Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, Onusida / Unaids, marca data com uma série de mensagens sobre o combate ao preconceito; ONU News conversou com relatora especial sobre o tema.

O Unaids celebra neste 1 de março o Dia de Zero Discriminação. Este ano, a agência da ONU lembra que “ninguém deve ser discriminado por causa de idade, sexo, identidade de género ou orientação sexual. A agência também destaca deficiência, raça, etnia, idioma, estado de saúde, geográfico ou qualquer outro motivo.

O Unaids diz que “infelizmente, a discriminação continua prejudicando os esforços para alcançar um mundo mais justo e igualitário” e que “muitas pessoas enfrentam preconceito com base no que são ou no que fazem.”

Importância

A relatora da ONU para a eliminação da discriminação das pessoas com hanseníase, também conhecida como lepra, defende que esta “é uma data fundamental para as nossas sociedades.”

Alice Cruz explicou à ONU News de Quito, no Equador que “a discriminação está sempre na base dos conflitos.”

“A discriminação é um mecanismo primário que se exerce em várias esferas da sociedade, desde o espaço doméstico, passando pela vida comunitária, chegando aos espaços de trabalho, chegando também aos espaços políticos de toma de decisão, nas legislações, no exercício da justiça.”

Segundo a especialista, a discriminação, “por um lado, reproduz a injustiça social e, por outro lado, acentua, reinventa e dá força” a essa mesma injustiça.

É por isso, diz a relatora, que é tão importante combater este comportamento.

“[É preciso] combater a discriminação nas nossas sociedades em todos estes espaços que referi. É fundamental que sejam livres de discriminação, que tenham zero de discriminação, para que possamos ter sociedades onde exista mais justiça, mas também mais paz.”

Marcar a data

A especialista diz que dias como este são necessários, mas que os seus efeitos não podem ser medidos a curto prazo.

“A mudança de mentalidades é sempre um processo longo. Qualquer iniciativa que se proponha a fazê-lo é bem-vinda. A longo prazo, algum resultado acabará por ter. Penso, efetivamente, que estas iniciativas, se receberem a devida atenção dos meios de comunicação, vão ajudando a disseminar uma mensagem positiva.”

A campanha do Unaids, este ano, mostra pessoas a interagir em várias situações e pergunta se o nosso comportamento seria o mesmo se soubéssemos que a pessoa era diferente.

Um dos cartazes, por exemplo, pergunta: “Você ainda daria um emprego a ele se ele fosse uma pessoa vivendo com HIV?”

 

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