ONU: situação na Síria é “sombria” após Conselho de Segurança pedir cessar-fogo

27 fevereiro 2018

Nações Unidas estão prontas para enviar ajuda humanitária e evacuar feridos assim que combates terminarem; conflitos no domingo provocaram morte de mais de 30 pessoas, incluindo mulheres e crianças.

Alexandre Soares, da ONU News em Nova Iorque.

Três dias depois de o Conselho de Segurança aprovar uma resolução pedindo um cessar-fogo na Síria, a situação no país continua “sombria”, garantiu esta terça-feira o porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha.

Jens Laerke disse que os combates e os ataques aéreos continuam na zona do Ghouta Oriental e que isso impede a ajuda humanitária de chegar às pessoas que mais precisam.

Vida ou morte

O porta-voz acredita que “se alguma vez existiu uma situação de vida ou morte, esta é uma delas.”

Vivem em Ghouta Oriental 390 mil pessoas, que estão cercadas pelas forças governamentais desde 2013. Laerke explicou que “o que vai salvar a vida destas pessoas não são palavras, mas ações.”

Em Nova Iorque, o porta-voz do secretário-geral da ONU informou esta terça-feira que os combates no domingo provocaram a morte de mais de 30 pessoas, incluindo mulheres e crianças.

Stephane Dujarric disse que “relatos dos parceiros humanitários da ONU e outras fontes credíveis indicam que os combates continuam e que os ataques aéreos entre Ghouta Oriental e Damasco permanecem, nos dois sentidos.”

Condições

Segundo ele, a ONU “está pronta para enviar ajuda humanitária e evacuar centenas de feridos assim que as condições o permitirem.”

Dujarric garantiu, no entanto, que “na situação atual isso não é possível.”

O porta-voz da Organização Mundial de Saúde, OMS, Tarik Jasarevic, disse que mais de mil pessoas estão identificadas como precisando de evacuação urgente. Desde dezembro, no entanto, foi apenas possível socorrer 29 doentes.

No sábado, o Conselho de Segurança aprovou, por unanimidade, uma resolução que decreta um cessar-fogo na Síria durante 30 dias.

A resolução “exige que todas as partes cessem hostilidades sem demora”.

 

 

 

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