No Brasil, Grandi elogia política de refúgios na América Latina e no Caribe
BR

19 fevereiro 2018

Filippo Grandi discursou na manhã desta segunda-feira na abertura da Reunião de Consulta da América Latina e do Caribe sobre Pacto Global para Refugiados; alto comissário elogia política de "fronteiras abertas" dos países da região.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.*

O alto comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, elogiou a política de refúgio na América Latina e no Caribe. Grandi fez a declaração na abertura da Reunião de Consultas Regionais sobre o novo Pacto Global para Refugiados, inaugurada nesta segunda-feira, em Brasília.

Proteção

Grandi parabenizou os países da região por manterem uma política de "fronteiras abertas e por oferecerem proteção àqueles de dentro e de fora da região, especialmente agora, quando os números de refugiados estão a aumentar."

Segundo ele, "há  mais historias de sucesso de inclusão de refugiados e integração local nesta região do que em qualquer outra parte do mundo". O alto comissário da ONU afirma que presenciou estas ações em visitas que realizou nos últimos dois anos". 

Grandi disse que o mundo está trabalhando para transformar a Declaração de Nova Iorque em mecanismos práticos, previsíveis e sustentáveis.

 

 

Acnur/Petterik Wiggers
Filippo Grandi visita refugiados sul-sudaneses.

Entrevista

A agência da ONU informou que em Brasília, Grandi deverá se reunir com o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, e discursar na abertura da reunião regional no Palácio Itamaraty. O chefe do Acnur também assinará um acordo para o estabelecimento e funcionamento do escritório do Acnur no país.

O porta-voz da agência, Luiz Fernando Godinho, disse que a ONU valoriza a cooperação com o Brasil e com os demais países latino-americanos e caribenhos em seus sistemas de proteção a refugiados.

“Para o Acnur e também para o alto comissário, a América Latina e o Caribe têm sido um exemplo de solidariedade, hospitalidade e cooperação em relação a essas pessoas que fogem de conflitos, de perseguições não só aqui com fora da região. Existem novas causas de deslocamentos. Hoje, nós temos a violência de grupos criminosos organizados, existem questões relacionadas às mudanças climáticas, existem novos conflitos que surgem na região e que impactam a região, e os países da América Latina e do Caribe têm continuado a expandir e a adaptar o seus sistemas de proteção para lidar com essas novas situações.”

Na tarde de segunda-feira, Filippo Grandi concederá uma entrevista a jornalistas no Palácio Itamaraty e na terça-feira deve participar da reunião regional.

*Com informações do Acnur em Brasília.

 

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