Programa Mundial de Alimentos aumenta operação na RD Congo para conter fome

16 fevereiro 2018

Cerca de 3,2 milhões de pessoas, um quarto da população de Kassai, precisa de ajuda alimentar; apoio chegava a 400 mil pessoas em dezembro, mas em janeiro desceu para 130 mil.

Alexandre Soares, da ONU News em Nova Iorque.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, vai distribuir mais dinheiro e enviar mais especialistas de saúde para a região de Kassai, na República Democrática do Congo, para tentar travar o aumento da fome.

A decisão foi tomada devido à subida da violência, desafios logísticos e falta de financiamento, que fizeram com que a ajuda descesse para menos de metade em janeiro.

Expansão

O PMA começou a distribuir dinheiro à população na semana passada. Nesse período, 38 mil pessoas receberam o equivalente de US$ 15, o suficiente para cobrir as necessidades básicas alimentares durante um mês. O objetivo é dobrar o número de beneficiários nas próximas semanas.

O representante do PMA no país, Claude Jibidar, disse que “os programas de nutrição e de dinheiro salvam vidas e devem ser expandidos rapidamente.”

Jibidar disse que a agência “não está a fazer tudo aquilo que poderia”, devido aos obstáculos logísticos, mas que “se a comunidade internacional não estiver à altura do desafio, mais pessoas, incluindo as crianças e mulheres vulneráveis, vão morrer.”

Ajuda

Cerca de 3,2 milhões de pessoas, um quarto da população de Kassai, precisa de ajuda alimentar.

O PMA chegou à região em setembro do ano passado e multiplicou a ajuda, passando de 40 mil para 400 mil pessoas até dezembro.

Problemas de financiamento, aumento de conflitos e a época das chuvas, no entanto, fizeram com que esse número descesse para apenas 130 mil em janeiro.

O representante do PMA no país diz que “esse recuo tem de ser corrigido rapidamente, mas para isso os conflitos têm de terminar e os doadores têm de estar à altura.”

Nas últimas semanas, a França enviou vários carregamentos de um suplemento alimentar, chamado Plumpy’Sup, que permitiram aumentar a intervenção na região

Com este auxílio, foi possível socorrer 56 mil crianças desnutridas em janeiro. As projeções são que, até junho, chegue a 140 mil pessoas.

 

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