Prisão perpétua a jornalistas na Turquia é ataque sem precedentes, dizem especialistas
BR

16 fevereiro 2018

Comunicado foi firmado por um relator da ONU e também por especialista da Organização para Segurança e Cooperação na Europa, Osce; seis profissionais foram condenados na sexta-feira acusados de participar de um golpe de Estado em 2016.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

Uma condenação à prisão perpétua de seis jornalistas na Turquia foi classificada de “um ataque sem precedentes à liberdade de expressão” por especialistas da ONU e da Organização para Segurança e Cooperação na Europa, Osce.

O comunicado foi firmado pelo relator especial sobre o direito à liberdade de expressão e opinião, David Kaye, e pelo representante para liberdade da mídia da Osce, Harlem Désir.

Visões plurais

O documento afirma que a tempo de prisão representa um nível sem paralelos de supressão de vozes divergentes na Turquia.

No documento, Kaye e Désir pedem que a Turquia reverta a decisão de prisão perpétua contra os jornalistas.

Os dois especialistas acreditam que a medida não apenas silencia os profissionais, mas também priva os cidadãos turcos do direito que têm a visões plurais sobre temas que afetam diretamente suas vidas.

Os jornalistas Nazlı Ilıcak, Ahmet Altan, Mehmet Altan, Fevzi Yazici, Yakup Simsek e Sukru Tugrul Ozsengul foram todos sentenciados à prisão perpétua após serem acusados de participar de uma tentativa frustrada de golpe em 2016.

Judiciário

Eles ainda receberam 15 anos a mais por alegações de crimes a favor do movimento Gülen, que é considerado uma organização terrorista na Turquia.

O relator da ONU afirmou que a decisão que condenou os jornalistas à prisão perpétua por causa do trabalho deles não apresenta nenhuma prova contundente do envolvimento dos profissionais com a tentativa de golpe.

Para o representante da Osce, a magnitude das punições suscita questões importantes sobre a habilidade do judiciário de proteger os direitos à liberdade de expressão.

*Os relatores de direitos humanos são independentes das Nações Unidas e não recebem pagamento pelo trabalho realizado.

 

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