Falta de dados deixam crianças refugiadas sob risco de não receber assistência
BR

16 fevereiro 2018

Agências da ONU calculam que 35 milhões de crianças estavam vivendo como deslocadas ou refugiadas em 2016, mas o número real deve ser muito maior; relatório destaca necessidade de ação para proteger esses menores.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

A falta de dados sobre refugiados, requerentes de asilo, migrantes e deslocados internos coloca em risco o bem-estar de milhões de crianças nessas situações. O alerta está sendo feito por agências da ONU e entidades parceiras, incluindo o Unicef e a Agência da ONU para Refugiados, Acnur.

Em 2016, mais de 12 milhões de crianças viviam como refugiadas e 23 milhões como deslocadas internas, seja por conflitos ou por desastres naturais. Mas as agências acreditam que o número real de crianças fora de suas casas é desconhecido e deve ser muito maior do que essas estimativas.

Mais dados

O relatório “Chamada por Ação: Protegendo crianças em movimento começa com melhores dados”, mostra como as estatísticas são cruciais para entender os fluxos de migração e para desenvolver políticas em apoio aos vulneráveis, incluindo crianças.

Alguns destaques do estudo são: existem informações oficiais sobre a idade de apenas 56% da população refugiada sob o mandato do Acnur. Apenas 20% dos países com dados sobre deslocados internos listam esses dados pela idade dos civis.

Proteção

Quase um quarto dos países não têm dados sobre idade dos migrantes, incluindo 43% das nações africanas. A falta de informação sobre crianças migrantes ou deslocadas as privam de receber proteção e serviços básicos.

O Unicef destaca ser difícil garantir a segurança das crianças se não se sabe quem elas são, onde estão ou o que precisam. A agência faz um apelo aos países para fornecerem esses dados e melhorar a cooperação para a partilha dessas informações.

Já o Acnur lembra que as crianças refugiadas merecem proteção e segurança, mas para garantir isso, é necessário ter dados mais concretos, incluindo informações sobre idade, sexo e origem desses menores. Isso é importante também para garantir que nenhum menor seja deixado para trás nem explorado.

 

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