Meu sonho é fazer relato dos jogos do Mundial de futebol para meu país, Moçambique

15 fevereiro 2018

Gracinda Caramage afirma que é gratificante ser jornalista desportivo, num país onde o número de mulheres profissionais é reduzido; ela se apaixonou pela profissão seguindo os conselhos de um tio.

Ouri Pota, da ONU News em Maputo.

O Objetivo de número 5 de Desenvolvimento Sustentável defende a necessidade de se alcançar a igualdade de género e empoderar todas as mulheres e meninas. Este ano, o Dia Mundial do Rádio pretende promover a relação entre esporte e género sob o lema “Rádio e Desporto”.

A ONU News em Maputo, conversou com Gracinda Caramage, jornalista desportiva da Rádio Moçambique na província de Nampula, Norte do pais. Ela cita a forma como criou a relação entre Rádio e Desporto.

Desafios

“Nessa altura, era muito atrevida, mas também queria fazer outras coisas, outros programas. Introduzi o programa “Confidências” que teve muita audiência, então em pouco tempo eu queria fazer boletins em língua Emakhuwa, também fazia tradução de noticiários e mexia um pouco de tudo. É muito gratificante por ser uma área que tem poucas mulheres. E eu aceitei esse desafio de fazer relato nas línguas moçambicanas”.

Nos desafios de sua profissào, Gracinda  pretende concretizar o seu sonho, relatar os jogos do mundial para seu país: Mocambique. Ela considera que em cada jogo convidada para relatar é um incetivo para sua profissão. Em memória fala do Jogo Ferroviário da Beira e  El Merreikh do Sudão em junho de 2017

“Este jogo veio me dar mais força, mais ânimo em fazer o desporto. Lembro-me que o delegado do emissor solicitou-me para fazer o relato na língua Emakhuwa na cidade da Beira. Fiquei muito emocionada porque já ouvi falar de um relato no Zimpeto, onde os colegas do centro do país foram trabalhar. Fiquei com “inveja” no sentido positivo, mas não tardou logo a seguir tive essa oportunidade de ir fazer relato na Beira. Eu senti-me que tinha responsabilidade nas mãos”.

Foto: Arquivo pessoal
Gracida Caramage, jornalista desportiva da Rádio Moçambique.

Experiência

Das várias experiências de relato de futebol, Gracinda Caramage apela o controle das emções quando se trata de trabalhar no dia em que sua equipa esta no embate.

“É muita emoçào mas também é preciso conter se que é para não fazer saber ao ouvinte que tens uma equipa a jogar. Tens que ser imparcial . Onde é que às vezes nota se a sua equipa é já nos golos quando marca a utra equipa ou a sua equipa. Deve gritar da mesma maneira tentar equilibrar e não fazer sentir ao público que esta é a equipa da senhora relatadora”.

Em Moçambique, dados estatísticos de 2009 efectuados pela organização não-governamental Gender Link indicam que  apenas de 27% dos profissionais da comunicação social são mulheres.

 

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