Tropas britânicas no Sudão do Sul são lideradas por uma mulher
BR

12 fevereiro 2018

Tenente-coronel Katie Hislop, do Reino Unido, é a única comandante feminina no país africano; perfil da boina-azul integra especial semanal sobre missões de paz apresentado pela ONU News.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

As mulheres ainda são minoria em forças armadas pelo mundo, por isso fico feliz se puder ser um exemplo para meninas que querem se tornar militares.

A declaração é de Katie Hislop, tenente-coronel do Reino Unido, que dirige o contingente britânico nas forças da paz da ONU no Sudão do Sul, Unmiss.

Posição

Hislop, que tem dois filhos, é a única mulher comandante no país africano.

Ao ser entrevistada para esta reportagem especial da ONU News sobre missões de paz pelo mundo, ela disse reconhecer que em seu país, ser militar feminina é uma posição normal.

A tenente-coronel lidera a força-tarefa de engenharia da Unmiss. O grupo é formado por boinas-azuis que são eletricistas, pedreiros, construtores e encanadores. Juntos eles trabalham em vários projetos de construção.

Katie Hislop elogiou o contato com os demais colegas militares de outras partes do globo, mas também a interação com os sul-sudaneses, que segundo ela deram uma recepção calorosa às tropas britânicas.

Foto: Unmiss
O Reino Unido está entre 125 países que contribuem com militares e policiais para servir às 15 missões de paz da ONU.

Diferença

A história da tenente-coronel é parte de um especial sobre o trabalho dos boinas-azuis em missões de paz da ONU no mundo.  E como eles têm feito a diferença nas operações e suas comunidades.

O batalhão britânico, por exemplo, supervisiona vários projetos incluindo o de um hospital em Bentiu, a cidade no norte do Sudão do Sul.

A instalação de saúde ajudou a aliviar a pressão sobre o hospital da organização Médicos Sem Fronteira, MSF.

O Reino Unido está entre 125 países que contribuem com militares e policiais para servir às 15 missões de paz da ONU. Mais de 600 britânicos foram despachados a operações desde dezembro do ano passado. Mais da metade, está no Sudão do Sul.

Ao todo, existem 14.528 militares de todo o mundo servindo à ONU no Sudão do Sul. Deste total, 718 são mulheres.

Consolidação

O país africano tornou-se independente em julho de 2011. A Missão das Nações Unidas no país tinha um mandato de apoio ao governo na consolidação da paz e na promoção da construção do desenvolvimento econômico e das instituições do Estado, entre outras funções.

Os boinas-azuis da ONU servem sob a bandeira azul da organização em circunstâncias bem difíceis e perigosas arriscando suas vidas para proteger pessoas em situação vulnerável.

Até 31 de janeiro deste ano, o Reino Unido perdeu 104 boinas-azuis a serviço da paz.