Chefe de direitos humanos da ONU apela por ação internacional em prol da Síria
BR

10 fevereiro 2018

Zeid al Hussein afirma que povo sírio testemunhou um dos períodos mais sangrentos, com centenas de mortes em uma onda de ataques aéreos fatais; ações são “deploráveis” e crueis.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque. 

De acordo com o Escritório do Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, entre os dias 4 e 9 de fevereiro, 277 civis foram mortos na Síria durante ataques aéros do governo e aliados. Mais de 800 pessoas ficaram feridas.

Neste sábado, o alto comissário Zeid Al Hussein fez um apelo por ação internacional urgente para proteger os civis, que segundo ele, testemunharam recentemente “um dos períodos mais sangrentos” da guerra síria.

Ironia 

 

Ele menciona relatos sobre a destruição de pelo menos nove centros médicos em Idlib e Gouta. Zeid afirma que “mesmo para os padrões da Síria, essas ações foram deploráveis e uma cruel ironia, já que os dois locais haviam sido declarados como áreas” onde a violência já havia diminuído.

Um dos piores ataques aéreos aconteceu na região residencial de Duma, perto da capital Damasco, no dia 6 de fevereiro. Pelo menos 31 civis foram mortos, incluindo quatro crianças e mais de 100 pessoas ficaram feridas.

Falha global

Zeid al Hussein menciona também foguetes e de morteiros que foram lançados pela oposição, matando sete civis nesta semana. O alto comissário lamenta que governo e grupos armados da oposição estejam violando a lei humanitária internacional diariamente. 

Ele reforça que a situação na Síria precisa ser levada ao Tribunal Penal Internacional, TPI. Para Zeid al Hussein, a falha em acabar com a guerra na Síria “representa uma falha épica da diplomacia global”. 

 

 

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