Especial: “Serviço e sacrifício” de tropas de paz do Chade no Mali

25 janeiro 2018

A ONU News apresenta a série de reportagens que durante as próximas semanas terá como foco as contribuições e o sacrifício de forças que atuam em 15 operações de paz em todo o mundo.

O Chade contribui com 1.424 homens que estão distribuídos por vários contingentes da organização das Nações Unidas.

Pacificadores chadianos como o sargento-chefe Mahamat Tahir Moussa Abdoulaye fazem patrulhas em ruas da cidade maliana de Kidal no norte.

Segurança

A missão da ONU no Mali, Minusma, foi estabelecida em 2013 para ajudar a implementar o acordo de paz com atividades como restabelecer a autoridade do Estado, ajudar o progresso da diplomacia, reforçar a segurança e promover os direitos humanos.

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Em cinco anos, chadianos perderam 47 soldados do seu continente no Mali. Foto: ONU/Sylvain Liechti.

O subsecretário-geral para Operações de Manutenção da Paz  das Nações Unidas afirmou que no verdadeiro espírito da Carta da ONU, o Chade fortaleceu-se para promover a proteção de pessoas em ambientes de conflito.Minusma

Mas Jean-Pierre Lacroix falou à ONU News dos cuidados a ter em situações como a do Mali, onde em 2017 a segurança piorou e o número de ataques contra a Minusma e as forças de defesa  locais aumentou.

“As nossas operações estão num contexto muito mais perigoso. O número de vítimas, de mortos, tem sido multiplicado por dois se comparado aos anos anteriores. Então, nós temos que reduzir o número de vítimas capacetes-azuis.”

Os chadianos perderam 47 soldados do seu continente em território maliano desde 2013. Ao serviço das Nações Unidas, 57 chadianos perderam a vida desde que o país passou a contribuir para tropas das Nações Unidas.

Estados-membros

Para Lacroix,  as ações de manutenção da paz da ONU, e para os milhões de pessoas servidas pela organização, dependem dos Estados-membros.

Os recursos e pessoal fornecidos às Nações Unidas devem “garantir operações para proteger civis e apoiar os processos políticos de uma forma eficaz em ambientes que são dos mais perigosos e complexos do mundo”.

O chefe das Operações de Paz disse que a missão no Mali continua a trabalhar incansavelmente para ajudar a trazer a paz para o país da África Ocidental.Sobre o Chade, Lacroix afirmou que “no verdadeiro espírito da Carta das Nações Unidas”, o país “intensificou a proteção das pessoas em conflito.

Serviço

O chefe das missões de paz destacou que a homenagem aos chadianos era pelo seu alto sacrifício ao serviço da paz. Ele agradeceu ao povo e ao governo do país pela contínua parceria com a ONU e o seu compromisso com a paz.

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ONU agradeceu ao povo e ao governo do país pela contínua parceria. Foto: ONU/Sylvain Liechti.

Perante “a natureza cada vez mais desafiadora dos conflitos” atuais e o alto número de baixas recentes nas forças de paz, as Nações Unidas revelam que estão ativamente envolvidas na busca de soluções.A meta é reduzir as mortes, melhorar a segurança incluindo a dos seus funcionários além de melhorar o desempenho geral das operações de paz da ONU para proteger os mais vulneráveis e nutrir a paz frágil.

Guerrilheiro

Um soldado de paz como Tahir que atuou em “operações contra o grupo terrorista Boko Haram no Chade e na Nigéria” destaca que o que tornou o que é hoje foi ter "nascido guerrilheiro, crescido na guerra e sempre ter ouvido o som do tiroteio", antes de ser enviado para a Minusma.

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ONU revelou que manutenção da paz depende dos Estados-membros.Foto: ONU/Sylvain Liechti.

Agora no contingente do Chade revela que como parte de pacificadores, sente que não está em uma missão de guerra, mas em busca da paz no Mali.A ONU destaca que com o evoluir dos conflitos, seguiu a mesma tendência em relação ao papel das operações de paz. Antes a organização monitorava e observava acordos de cessar-fogo e mantinha a paz.

As funções atuais incluem proteger civis, além de promover o Estado de Direito, o respeito dos direitos humanos, o apoio a eleições credíveis, o fortalecimento de instituições de governação, a ajuda aos esforços de desarmamento e a minimização do risco de engenhos explosivos.

 

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