Começa o Fórum da Juventude da ONU, momento de se ouvir “novas vozes”
BR

30 janeiro 2018

Presidente da Assembleia Geral explica que evento dá espaço para os jovens discutirem seu papel para o desenvolvimento sustentável e como garantir comunidades resilientes; brasileiros debatem mobilidade urbana.

Presidente da Assembleia Geral explica que evento dá espaço para os jovens discutirem seu papel para o desenvolvimento sustentável e como garantir comunidades resilientes; brasileiros debatem mobilidade urbana.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque. 

O Fórum da Juventude 2018 começou esta terça-feira no Conselho Econômico e Social da ONU, Ecosoc. O evento de dois dias na sede em Nova Iorque reúne jovens de mundo todo, sendo uma plataforma para se ouvir “novas vozes”, nas palavras do presidente da Assembleia Geral.

Miroslav Lajcak falou na abertura do Fórum, explicando que essas “vozes discutem um assunto importante: o papel dos jovens na construção de comunidades rurais e urbanas resilientes e sustentáveis”.

Sustentabilidade

O presidente da Assembleia Geral ressaltou a importância de se falar sobre as condições do meio ambiente, que não são boas; sobre o desenvolvimento sustentável e sobre a paz.

Dois brasileiros foram escolhidos para participar do Fórum da Juventude. Daniel Saraiva tem 24 anos e é mestre em engenharia urbana, enquanto Lorenna Vilas Boas tem 19 anos e estuda engenharia elétrica.

Eles participam de um painel sobre mobilidade urbana, onde serão discutidos os desafios que os jovens da América Latina enfrentam para acessar transporte público de qualidade, por exemplo.

Transportes ecológicos

Em Nova Iorque, Lorenna Vilas Boas contou à ONU News a importância de se falar em soluções amigas do meio ambiente.

“Uma tecnologia que contribua para a questão da mobilidade diretamente. A gente já tem carros ecológicos, a gente precisa investir nessas tecnologias, mas no barateamento dessas tecnologias. Não adianta a gente investir em carro ecológico se esse carro é extremamente caro e ninguém vai comprar. E também tecnologias voltadas a uma parte da população que sofre bastante com a questão da mobilidade, pessoas que têm algum tipo de deficiência ou de necessidade e que sofrem bastante com a falta de infraestrutura”.

Inovadores

Lorenna cita como outro exemplo de falta de mobilidade urbana as calçadas inadequadas para os pedestres e para pessoas com deficiência.

A ONU calcula que o mundo tenha 1,8 bilhão de jovens, sendo que 71 milhões estão desempregados e 161 milhões enfrentando pobreza moderada ou extrema.

Na abertura do Fórum da Juventude, o presidente da Assembleia Geral também pediu mudanças. Miroslav Lajcak afirma que os “jovens não podem mais ser vistos como rebeldes, terroristas, privados de direitos”, porquê os jovens são “inovadores, os que encontram soluções e os empresários ambientais e sociais” do mundo.

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