ONU define cinco prioridades para avançar com ação humanitária na Síria
BR

30 janeiro 2018

Organização não teve nenhum acesso a áreas isoladas em janeiro; plano de US$ 3,5 bilhões quer apoiar mais de 13 milhões de pessoas em todo o país; conflito provocou fuga de pelo menos 5,5 milhões de sírios para a região.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

As Nações Unidas revelaram que devem atuar em cinco áreas para avançar com ações humanitárias nas áreas afetadas pelo conflito na Síria.

A informação foi dada esta terça-feira ao Conselho de Segurança pela secretária-geral assistente para os Assuntos Humanitários.

Necessidades

Ursula Mueller disse ao órgão que a primeira meta é finalizar o plano de resposta da ONU para 2018, para o qual será preciso investir US$ 3,5 bilhões para satisfazer as necessidades de mais de 13 milhões de pessoas na Síria.

Em segundo lugar, as agências humanitárias precisam de um acordo para a retirada médica de centenas de pessoas que estão em estado de saúde crítico e isoladas na região de Goutha Oriental.

Parceria

O terceiro objetivo é  melhorar o acesso humanitário no terreno. A ONU quer um acordo para que de quatro a cinco comboios com o Crescente Vermelho sejam autorizados a passar por semana e que essa operação seja consistente.

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Ursula Mueller contou que pelo menos 5,5 milhões de sírios fugiram para os países vizinhos. Foto: ONU/Evan Schneider.

Em quarto lugar, a organização busca um entendimento para que oito comboios saiam de Damasco para Rukban,  cidade do sudeste da Síria perto da Jordânia, onde é preciso uma solução sustentável.Escombros

Ursula Mueller contou que em quinto lugar são necessários arranjos para ajudar trabalho de ONGs para que estas sejam mais eficazes e tenham um papel mais importante para aliviar o sofrimento dos sírios.

A representante lembrou que pelo menos 5,5 milhões de sírios fugiram para os países vizinhos devido ao conflito, estando alguns distritos da cidade de Homs reduzidos a escombros.

Proteção

Um dos apelos é que as partes em conflito assegurem a proteção de civis e das infraestruturas como hospitais.

A vice-chefe humanitária citou a cidade de Raqqa como caso de maior preocupação porque mais de 50 mil civis retornaram, mas sofrem a ameaça de minas e outros explosivos.

Mais de 534 pessoas foram afetadas por explosões desde a saída do autoproclamado Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, da área em outubro em 2017. Um quinto deles perdeu a vida.

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Crianças se abraçam sobre os escombros em um campo para deslocados internos na Síria. Foto: Unicef/UN013175/Al-Issa

Todas as semanas entre 30 a 50 civis recém-chegados são afetados pelos engenhos explosivos. Há igualmente relatos da contaminação com substâncias em Deir ez-Zor, a maior cidade oriental na Síria.As Nações Unidas continuam a ter desafios de acesso aos locais afetados pela violência e pedem mecanismos eficazes para assegurar a rápida entrega de apoio humanitário.

De acordo com a secretária-geral assistente para os Assuntos Humanitários, a ONU não teve qualquer acesso a áreas isoladas durante o mês de janeiro.

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