OMS alerta sobre resistência generalizada a antibióticos

29 janeiro 2018

Casos mais reportados são de remédios que combatem infeções do trato urinário e pneumonia; Brasil e Moçambique citados pelo Sistema Global de Vigilância Antimicrobiana da agência da ONU.

Casos mais reportados são de remédios que combatem infeções do trato urinário e pneumonia; Brasil e Moçambique citados pelo Sistema Global de Vigilância Antimicrobiana da agência da ONU.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, alertou esta segunda-feira sobre a resistência generalizada aos antibióticos que são usados para combater bactérias que causam várias infeções comuns.

Os mais frequentes agentes causadores de doenças são a Escherichia coli, E.coli, que provoca infeções do trato urinário. As outras são as bactérias que causam a pneumonia, a “klebsiella pneumoniae, a staphylococcus aureus e a Streptococcus pneumoniae, seguidas pela salmonella”.

Dados

Esta segunda-feira, a agência lançou o Sistema Mundial de Vigilância da Resistência aos Antimicrobianos que quer “padronizar a recolha de dados dos países para dar uma imagem mais completa dos padrões e tendências”.

Segundo a OMS, o sistema não inclui dados sobre a resistência da bactéria que provoca a tuberculose, a Mycobacterium tuberculosis, porque o relatório global sobre a doença inclui essas atualizações desde 1994.

Situação

O estudo analisou pacientes com suspeita de infeção sanguínea em diversos países. Entre eles, as bactérias resistentes a pelo menos um dos antibióticos variou de zero a 82%.

A agência revelou ainda que a resistência à penicilina, usada há décadas para tratar a pneumonia, variou de zero a 5% entre os países que reportaram a sua situação.

Brasil e Moçambique

Uma proporção entre 8% a 65% de infetados pela E. Coli apresentou resistência ao antibiótico ciprofloxacina que trata a infeção pela bactéria.

Brasil e Moçambique sãos os únicos estados de língua portuguesa incluídos no Sistema Global de Vigilância Antimicrobiana da OMS, que envolve 25 países de alta renda, 20 de renda média e sete de baixa renda.

Timor-Leste está ainda por adotar as regras do sistema de vigilância nacional. A OMS disse apoiar os países a criarem esses guias para que haja dados confiáveis e significativos sobre a sua situação.

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