Guterres quer união dos países para 12 áreas de maior preocupação em 2018
BR

16 janeiro 2018

Secretário-geral pediu mais atenção a mulheres e meninas após identificar poder como o cerne da questão; apelo do chefe da ONU é por maior unidade e coragem para enfrentar os “testes mais urgentes de hoje”.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O secretário-geral da ONU apresentou esta terça-feira as suas áreas de preocupação em 2018. António Guterres disse a diplomatas em Nova Iorque que cabe aos Estados-membros definir as prioridades da ação da organização.

De acordo com António Guterres, o novo período deverá marcar o ritmo em direção à  paz e à prosperidade. Ele lembrou que acaba de regressar da Colômbia, onde viu o que chamou de “avanços inspiradores a caminho a paz e reconciliação, mas também desafios que o tipo de processo implica”.

O cerne da questão

Antes de destacar as  áreas de apreensão, o chefe da ONU apontou o empoderamento feminino como um imperativo transversal em todos os lugares.

Como primeiro requisito para essa meta, Guterres defendeu a capacitação das mulheres e meninas porque o poder é o cerne da questão. Em segundo lugar, ele mencionou que é preciso prevenir a exploração e o abuso sexuais às mulheres e em terceiro prevenir e abordar o assédio sexual.

A primeira das 12 áreas de preocupação do chefe da ONU em 2018 é promover um verdadeiro acordo para a globalização justa. A seguir estão divulgar uma maior ambição ao combate às mudanças climáticas.

Benefícios

Guterres defende ainda que sejam aproveitados os benefícios da mobilidade humana.

Ele sugere que se tirem mais dividendos da tecnologia, enquanto o mundo se protege das ameaças, a desnuclearização da Península Coreana e a busca de uma solução para a situação do Oriente Médio.

O secretário-geral indicou ainda o reforço da parceria com a União Africana, mais atenção aos conflitos europeus, maior foco na luta contra o terrorismo e o reforço das operações de paz das Nações Unidas.

Falsa contradição

Na lista de preocupações de Guterres estão ainda o fim do êxodo em grande escala dos muçulmanos rohingyas de Mianmar e que seja ultrapassada a “falsa contradição entre direitos humanos e soberania nacional”.

Guterres apelou à união de todos os países para se enfrentar os desafios como a paz que continua por alcançar.

Segundo ele, os conflitos se aprofundaram e surgiram novos perigos, além do aumento das “ansiedades globais sobre armas nucleares” que estão a um nível maior desde a Guerra Fria.

Racismo e xenofobia

Ele apontou ainda que o ritmo das mudanças climáticas está mais rápido que a ação global contra o fenômeno, o crescimento das desigualdades e as violações dos direitos humanos.

O nacionalismo, o racismo e a xenofobia em ascensão são para Guterres indicações de que “precisamos de maior unidade e coragem” para enfrentar o “testes mais urgentes de hoje, aliviar os medos das pessoas e colocar o mundo no caminho certo para um futuro melhor”, defendeu o chefe da ONU.

Respondendo a um dos representantes dos países Guterres disse que a reforma das Nações Unidas nunca estaria completa sem a reforma do Conselho de Segurança.

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