Aiea desenvolve técnicas nucleares para produzir arroz resistente ao clima
BR

1 janeiro 2018

Agência da ONU para energia atómica e o Fundo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo para o Desenvolvimento Internacional trabalham juntos para apoiar agricultores na Ásia.

Agência da ONU para energia atómica e o Fundo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo para o Desenvolvimento Internacional trabalham juntos para apoiar agricultores na Ásia.

Manuel Matola, da ONU News em Nova Iorque.

A Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, diz que vai aplicar técnicas nucleares que ajudem países em desenvolvimento na Ásia a lidarem com os efeitos das mudanças climáticas. Um outro objetivo é diagnosticar, rapidamente, as doenças que afetam o gado como a febre aftosa.

A iniciativa, que visa à promoção das melhores práticas agrícolas, faz parte de uma parceria com o Fundo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo para o Desenvolvimento Internacional, que recentemente disponibilizou US$ 600 mil para levar a cabo os dois programas.

Produção

Em nota, a Aiea refere que do montante desembolsado pela organização, US$ 400 mil serão utilizados para ajudar agricultores do Bangladesh, Camboja, Laos e Nepal a cultivarem um modelo de arroz resistente aos efeitos das mudanças climáticas.

Nos últimos anos, os quatro países asiáticos, que produzem 90% do arroz do mundo, tiveram sua produção reduzida devido à praga de insetos, doenças de plantas, inundações e secas extremas, que são associadas ao aumento de temperaturas. Segundo a agência nuclear, as mudanças de temperatura têm tido um efeito sobre a subida do nível do mar, o que aumenta a salinidade e reduz a fertilidade do solo nas áreas costeiras. 

Gestão

A agência da ONU pretende que os cientistas usem as técnicas nucleares para ajudar os agricultores a melhorarem as práticas de gestão de água e otimizar o uso de fertilizantes para obter melhores rendimentos a baixo custo.

Essas técnicas também vão permitir reduzir as emissões de gases de efeito estufa provenientes da produção de arroz, o que poderá aumentar a segurança alimentar da população rural nos países asiáticos.

Os outros US$ 200 mil serão canalizados para desenvolverem teste para o diagnóstico precoce da febre aftosa e outras doenças que afetam o gado no Camboja, em Laos, em Mianmar e Vietnã.

Formação

A Aiea deve treinar veterinários dos quatro países no uso de técnicas nucleares para deteção rápida das doenças.

O diretor-geral do Fundo da Opep para o Desenvolvimento Internacional, Suleiman Jasir Al-Herbish, mostrou-se satisfeito com a iniciativa e disse que “os dois projetos vão ajudar a melhorar a segurança alimentar e, em última instância, o crescimento socioeconômico, dois elementos essenciais da Agenda 2030, de desenvolvimento sustentável”, definido pelas Nações Unidas”.

 

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