Representante da ONU no Iêmen diz que civis pagam preço de “guerra absurda”
BR

29 dezembro 2017

Ataques aéreos em mercado e em fazenda mataram quase 70 pessoas nesta semana; Jamie McGoldrick afirma todos os lados envolvidos no conflito não tem o menor respeito pela vida humana; país está “destruído”, segundo ele.

Leda Letra, da ONU News em Nova Iorque.

Ataques aéreos contra um mercado e uma fazenda mataram quase 70 pessoas em apenas um dia esta semana no Iêmen. O coordenador humanitário da ONU no país denunciou os incidentes e lembrou aos envolvidos no conflito que têm a obrigação legal de proteger os civis.

Na quinta-feira, Jamie McGoldrick declarou que esses ataques provam que as partes, incluindo a coalizão liderada pela Arábia Saudita, continuam mostrando um “completo desrespeito pela vida humana”.

Punição

Ele disse também que o Iêmen enfrenta uma “guerra absurda”, que causou a “destruição do país” e um “sofrimento sem medidas ao povo, que está sendo punido por uma campanha militar fútil”.

Relatórios do Escritório do Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos mostram que no dia 26, ataques aéreos atingiram um mercado popular na região de Taiz, matando 54 civis, incluindo oito crianças.

Solução

No mesmo dia, uma fazenda foi atacada na região de Hudaydah e 14 pessoas da mesma família morreram. O representante da ONU pede aos lados em conflito para respeitarem suas obrigações de acordo com a Lei Internacional Humanitária, distinguindo civis de alvos militares.

Jamie McGoldrick nota que o conflito no Iêmen já dura 1 mil dias, lembrando que “não existe solução militar, somente política”.

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