FMI quer adoção de leis simplificadas para impulsionar inovação em África

21 dezembro 2017

Diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional falou sobre os “Fundamentos da Transformação Tecnológica em África”; Christine Lagarde destacou a importância da simplificação das leis “para que todos atuem à base das mesmas regras”.

Manuel Matola, da ONU News em Nova Iorque.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, FMI, Christine Lagarde, apelou aos governos africanos a adotarem leis simplificadas sobre inovação tecnológica que permitam uma atuação igualitária entre os setores produtivos.

Lagarde destacou a importância da simplificação das leis “para que todos atuem à base das mesmas regras”. A reponsável considerou que “só assim os empreendedores poderão ser recompensados pela sua engenhosidade”.

Impacto

Discursando num evento organizado pela Comissão Económica da ONU para a África, Uneca, na capital etíope, Addis Abeba, a chefe do FMI falou sobre os “Fundamentos da Transformação Tecnológica em África”.

Ela afirmou que a inovação está a transformar vidas em todo o continente e apontou como exemplo a tecnologia dos drones, o sistema de integração financeira e o banco móvel.

Enquanto chefe do FMI, Largarde participou pela primeira vez numa discussão em África sobre os desafios e as oportunidades económicas do continente e sobre o papel da tecnologia no apoio a região para obter um crescimento mais inclusivo.

Ela considerou que “a próxima geração de África tem grandes sonhos, mas precisa de ambiente certo para os realizar”. Por isso, referiu que os governos podem fazer mais do que simplesmente encorajarem a inovação.

Melhoria de vida

Para Lagarde, os governos tanto podem “criar um bom ambiente para a inovação tecnológica como também aumentar as ferramentas digitais” que ajudem a uma maior transparência e responsabilidade e, sobretudo, melhorar a vida dos cidadãos.

A diretora-gerente do FMI disse que “a tecnologia não contém todas as respostas” e, apesar do impacto sobre o setor laboral, “não há dúvida de que é parte importante da História”.

Lagarde lembrou que a juventude em África representa 75 % da população em idade ativa e que, em 2030, mais de metade dos novos trabalhadores que entram na força de trabalho global serão oriundos do continente africano.

 

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