ONU aprova orçamento de US$ 5,4 bilhões para 2018-2019

27 dezembro 2017

Resolução para novo biênio foi adota na 72ª sessão da Assembleia Geral da ONU, no domingo; orçamento está 5% abaixo do montante autorizado para o período anterior em cerca de US$ 286 milhões.

Resolução para novo biênio foi adota na 72ª sessão da Assembleia Geral da ONU, no domingo; orçamento está 5% abaixo do montante autorizado para o período anterior em cerca de US$ 286 milhões.

Manuel Matola, da ONU News em Nova Iorque

A Assembleia-Geral da ONU aprovou no domingo um orçamento de  US$ 5,4 bilhões para o funcionamento da organização em 2018-2019.

A quantia financia atividades da ONU em várias áreas incluindo assuntos políticos, cooperação regional para o desenvolvimento, assuntos humanitários e informação pública, entre outros.

Redução

O orçamento para os próximos dois anos representa um corte de 5% ou US$ 286 milhões, se comparado ao biênio anterior. A quantia proposta é de US$ 193 milhões a menos que aquela proposta pelo secretário-geral, António Guterrres.

Além do orçamento, a 72ª sessão da Assembleia-Geral da ONU, composta por 193 Estados-membros, também adotou várias resoluções-chave, incluindo reformas em áreas de paz e segurança e de gestão.

A ONU News conversou com o diretor de Planeamento de Programas e Orçamento da ONU, Johannes Huisman, que explicou como os cortes funcionam na prática. 

Huisman disse que as áreas mais afetadas pelos cortes são as chamadas não operacionais, pelo que as reduções vai recair sobre os orçamentos aos consultores, às viagens, assim como gastos com tecnologia de informação e outras áreas operacionais com custos menos significativos.

Impacto social

O diretor de Planeamento de Programas e Orçamento da ONU assinalou também que algumas áreas substantivas vão sofrer cortes, nomeadamente o suporte administrativo que a ONU dá a alguns programas, sem no entanto, ser afetar os próprios programas.

Falando na sessão de encerramento, o presidente da Assembleia-Geral da ONU, Miroslav Lajčák, afirmou que o progresso não é medido pelo número de resoluções adotadas, mas sim pelo impacto que as Nações Unidas têm nas vidas das pessoas.

Lajčák  disse que “o trabalho da ONU ainda não está  feito” e que a organização “tem muito mais a fazer no próximo ano”.

O presidente da Assembleia-Geral da ONU apontou o Pacto Mundial para as Migrações, a agenda de paz e manutenção da paz, como algumas das ações a serem desenvolvidas em breve.

Desafios globais 

Lajčák também destacou o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, bem como a reforma do Conselho de Segurança como outras das tarefas a serem realizadas comdo orçamento agora sancionado.

O presidente da Assembleia-Geral das Nações Unidas considerou que “para ter resultados significativos de todos esses processos” os membros da ONU precisam “conversar, e mais importante, ouvirem uns aos outros”, até porque esses pontos de agenda "representam desafios globais. E o multilateralismo é a ferramenta que a ONU precisar para resolver” os desafios que enfrenta.

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