PMA lança plano estratégico para palestinos em insegurança alimentar
BR

13 dezembro 2017

Em comunicado, agência aprovou iniciativa de cinco anos, que começará em janeiro; cerca de 314 mil pessoas na Faixa de Gaza e na Cisjordânia devem ser beneficiadas com rações de comida e vales eletrônicos de alimentação.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, inicia em janeiro uma nova estratégia para combater a insegurança alimentar entre palestinos.

A iniciativa deve durar cinco anos e está alinhada à Agenda Nacional de Política palestina que vai de 2017 a 2020. O objetivo é aliviar a pobreza nos territórios palestinos com um programa de vales eletrônicos de alimentação e rações alimentares.

Mulheres

Ao todo, 314 mil palestinos devem ser beneficiados com a estratégia que foi desenhada em colaboração com a Autoridade Nacional Palestina, países doadores e parceiros humanitários.

O plano inclui também 220 mil pessoas que não têm status de refugiados e que vivem em insegurança alimentar severa. Deste total, 59 mil moram em lares que são chefiados por mulheres. Existem ainda 35 mil beduínos e pastores na área C da Cisjordânia.

O Plano Estratégico País, do PMA, também acompanha dois dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O ODS 2, de fome zero, que pretende erradicar a falta de alimentos até 2030, e o ODS 17, que propõe parcerias públicas e privadas.

O apoio da agência a esses objetivos integra a Estrutura da ONU de Assistência ao Desenvolvimento (Undaf, na sigla em inglês) que cobre o período de 2018 a 2020.

O PMA quer aumentar o número de transferências financeiras incluindo assistência direta em dinheiro vivo.

A agência acredita que o método pode ajudar numa resposta eficiente e com maior impacto, mas também de transparência e de prestação de contas tanto para os beneficiados como para os doadores.