OMS vai solicitar reforço financeiro de US$ 1,2 milhão para apoio a rohingyas
BR

19 dezembro 2017

Escritório Regional da Organização Mundial da Saúde para o Sudeste Asiático fala de um surto de difteria que matou 21 pessoas; cerca de 1,5 mil casos foram registrados; há quatro meses os rohingya começaram a chegar a Bangladesh.

Escritório Regional da Organização Mundial da Saúde para o Sudeste Asiático fala de um surto de difteria que matou 21 pessoas; cerca de 1,5 mil casos foram registrados; há quatro meses os rohingya começaram a chegar a Bangladesh.

Manuel Matola, da ONU News em Nova Iorque.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, diz que vai solicitar um reforço financeiro de US$ 1,2 milhão, em 2018, para ajudar a população rohingya alojada em campos de refugiados em Bangladesh, onde eclodiu um surto de difteria.

O Escritório de Emergência da OMS para o Sudeste Asiático diz ter disponibilizado US$ 1,5 milhão de seu fundo de contingência para colocar pessoal e recursos adicionais para combater o surto de difteria que se está a alastrar rapidamente entre os refugiados rohingya.

Apoio dos doadores

Desde o início da fuga de integrantes da minoria rohingya para Bangladesh, após o acordo sobre o repatriamento voluntário entre o país e  Mianmar, a difteria causou 21 mortes de um total de 1,5 mil casos notificados.

Em nota divulgada, esta terça-feira, a diretor regional de Emergência da OMS para o Sudeste Asiático, Roderico Ofrin, disse que os fundos lançados “serão cruciais” para sustentar os esforços da agência até se receber mais apoio dos doadores para dar resposta à situação.

O valor que a agência das Nações Unidas para a Saúde vai solicitar em 2018 servirá para ajudar os que vivem em campos de refugiados e alojamentos temporários.

Chegadas

Já o Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, Acnur, diz que muitas pessoas continuam a chegar a Bangladesh a partir de Mianmar.  No entanto, a agência assinala que o ritmo de chegadas desacelerou: a média atual de chegadas é de 100 pessoas diárias, contra  as 745 que diariamente davam entrada no mês de novembro.

Insegurança

Num inquérito feito pela agência da ONU sobre as condições de alojamento da populacão rohingya, os refugiados expressaram preocupações, principalmente com a sensação de insegurança e a falta de iluminação.

O acesso ao saneamento ainda é insuficiente, levando, às vezes, a longas filas para uso de latrinas.

De acordo com o Acnur, as mulheres e meninas estão preocupadas com a escassez de espaços privados para banhos.

A pesquisa também descobriu que algumas crianças têm que andar distâncias mais longas para buscar água e apanhar lenha. O Acnur diz que os pais e as crianças querem acesso à educação e lugares mais seguros para as crianças brincarem.

Os serviços de saúde também são uma grande preocupação.

Apoio

Na mesma nota, a agência refere que “o aumento do apoio à saúde mental para aqueles que testemunharam os assassinatos ou sofreram tortura ou estupro permanece crucialmente necessário”.

O Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados diz que os rohingya falam de sentimentos contínuos de depressão e rejeição, especialmente entre idosos e pessoas com deficiência. Muitos jovens estão preocupados com seu futuro.

Com base nessas conclusões, o Acnur garante reforçar a proteção e assistência dos rohingyas em Bangladesh.

 

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