Necessários 1,3 mil espaços em abrigos para tirar refugiados da Líbia
BR

11 dezembro 2017

Acnur considera grave situação das pessoas, que precisam sair do país “o mais rápido possível”; agência confirma violações de direitos humanos; alto comissário da ONU quer todas as opções exploradas para saída de civis.

Acnur considera grave situação das pessoas, que precisam sair do país “o mais rápido possível”; agência confirma violações de direitos humanos; alto comissário da ONU quer todas as opções exploradas para saída de civis.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

A Agência das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, precisa com urgência de 1,3 mil espaços para reassentar “refugiados altamente vulneráveis” retidos na Líbia. Os locais precisam estar disponíveis até março de 2018.

O alto comissário da ONU para Refugiados, Volker Turk, lançou esta segunda-feira um apelo urgente de “solidariedade e humanidade” para retirar os civis do país africano “o mais rápido possível”.

Necessidades

Durante os próximos meses, a agência disse que vai organizar saídas a partir do território líbio para o Níger, em resposta às “necessidades humanitárias iminentes e à piora rápida das condições nos centros de detenção”.

Até agora, um grupo de 25 refugiados da Eritreia, da Etiópia e do Sudão foi retirado da Líbia para o Níger.

A agência informa que refugiados, candidatos a asilo e apátridas na Líbia “são vítimas de graves violações dos direitos humanos, incluindo formas de tratamento desumano, cruel e degradante”.

Asilo

Segundo o apelo do Acnur, um grande número de civis é detido por tempo indefinido, em condições deploráveis. A agência destaca ainda que se opõe fortemente à detenção rotineira de refugiados ou deslocados e que advoga por alternativas à detenção e por sistemas justos de asilo.

Enquanto os refugiados vulneráveis serão encaminhados para o Níger,  espera-se que existam outros mecanismos de trânsito de emergência enquanto se aguarda pelo reassentamento em outros países.

Pessoas torturadas

O grupo inclui crianças desacompanhadas, mães solteiras, mulheres em risco, pessoas com condições médicas graves e pessoas que foram severamente torturadas ou maltratadas na jornada ou enquanto estavam detidas na Líbia.

Após reiterar que é preciso solidariedade internacional, o alto comissário Turk defendeu que perante a situação grave dos refugiados na Líbia, também é necessário explorar todo tipo de soluções.

Entre as saídas propostas pelo chefe do Acnur estão reassentamento, reunificação familiar, evacuação para instalações de emergência geridas pela agência  em outros países ou retorno voluntário.

*Apresentação: Leda Letra.

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