Banco Mundial analisa o impacto de fenômenos sobre a América Latina e o Caribe
BR

29 novembro 2017

Novo estudo sobre choques econômicos agregados alerta que falta de preparação pode empurrar milhares de pessoas para a linha de pobreza.

Mariana Ceratti, de Brasília, para a ONU News.*

Um estudo lançado nesta quarta-feira pelo Banco Mundial revela como os choques econômicos agregados – aqueles que afetam um grande número de pessoas ao mesmo tempo – ameaçam o desenvolvimento da América Latina e do Caribe.

Fenômenos

Entre os choques agregados examinados pelo relatório, estão os desastres naturais, como chuvas, secas extremas, furacões e terremotos. Vale destacar, por exemplo, que a incidência desses fenômenos triplicou em nível regional entre 1970 e 2014. Os autores também analisam as epidemias, como as de zika e chikungunya, e a violência.

O documento ressalta que grandes desastres naturais ou conflitos civis geralmente destroem a infraestrutura, prejudicam as empresas e perturbam os mercados. Assim, os níveis de emprego e consumo locais diminuem.

Economia

As famílias afetadas muitas vezes obrigam os filhos a trocar os estudos pelo trabalho, o que tem um efeito negativo a longo prazo sobre esses indivíduos e a sociedade como um todo. Finalmente, em antecipação ao próximo desastre, alguns cidadãos acabam optando por atividades econômicas menos arriscadas e de baixa renda.

Tais impactos são maiores sobre os mais pobres e também sobre aqueles que já saíram da pobreza, mas ainda não chegaram à classe média. Quatro entre cada 10 lares da América Latina e Caribe se encaixam nesse perfil, chamado de vulnerável pelos economistas.

Programas

O estudo traz uma série de recomendações para que os choques agregados não destruam os progressos sociais feitos pela região desde o início dos anos 2000. Entre eles, reunir mais e melhores informações sobre riscos, melhorar a infraestrutura e a qualidade dos serviços públicos e expandir os programas necessários para a recuperação.

A preparação pode sair caro para os países da América Latina e do Caribe, principalmente depois de seis anos de desaceleração econômica, mas o relatório conclui que o custo de não atuar é bem maior.

*Reportagem do Banco Mundial Brasil.

 

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