Em Abidjan, Guterres defende novo impulso na cooperação com África
BR

29 novembro 2017

Secretário-geral participou na Cimeira União Africana-União Europeia que destacou o papel de jovens para promover avanços; chefe da ONU quer maior reconhecimento do potencial do continente.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O secretário-geral das Nações Unidas disse esta quarta-feira que os jovens são a força motriz das sociedades e “precisam ser mais ouvidos e colocados no centro dos planos de desenvolvimento”.

António Guterres discursou na abertura da 5ª Cimeira União Africana-União Europeia, em Abidjan, na Cote d’Ivoire, onde frisou que é essencial responder às aspirações do grupo em prol do progresso e preservar a paz e a segurança.

Reforçar laços

O evento realizado no país também conhecido como Costa do Marfim, coincide este ano com o 10º aniversário da Estratégia África-UE. O secretário-geral destacou que “é hora de fortalecer os laços” entre os dois continentes.

Para Guterres, as “recentes imagens atrozes dos migrantes vendidos na Líbia são um lembrete da urgência de se agir”.

O chefe da ONU disse ainda que é preciso “mudar o relacionamento com a África e criar uma nova plataforma de cooperação”. Essa nova fase da parceria deve reconhecer o que chamou de “enorme potencial” do continente.

Força-tarefa

Guterres participou ainda no encontro com os presidentes da Comissão da União Africana Moussa Faki Mahamat, da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker, e com a alta representante da UE Federica Mogherini.

A UE, a UA e a ONU concordaram em criar uma força-tarefa para salvar e proteger migrantes e refugiados ao longo de rotas que estes usam “em particular dentro da Líbia”.

A ideia é acelerar os retornos voluntários assistidos aos países de origem e o reassentamento dos necessitados de proteção internacional.

A capital marfinense marcou ainda o primeiro encontro entre Guterres e o chefe de Estado de Angola, João Lourenço, que assumiu o cargo em setembro.

Na reunião foi abordada a questão da transição política no Zimbábue após a renuncia do presidente Robert Mugabe. Angola preside o Órgão sobre Política, Defesa e Segurança da Comunidade dos Países da África Austral, Sadc.

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