OMS: Peste está diminuir em Madagáscar mas resposta deve ser sustentada

27 novembro 2017

Mais de 2,3 mil pessoas perderam a vida devido à peste pneumónica; autoridades locais esperam que haja mais infeções de peste bubónica e pneumónica nos próximos quatro meses.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

O surto de peste em Madagáscar já infetou 2.348 pessoas e provocou 202 mortes, segundo a Organização Mundial da Saúde, OMS.

A Agência revelou esta segunda-feira que a peste pneumónica, que pode ser transmitida quando há contacto com uma pessoa infetada, está diminuir, mas a resposta deve ser sustentada.

Resposta

Em nota, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, revelou que o pior do surto passou. Entretanto, o representante advertiu que deve-se estar pronto para detetar e responder a novas infeções até o fim da temporada de pragas em abril de 2018.

De acordo com dados do Ministério da Saúde de Madagáscar, o número de novas infeções tem diminuído de forma constante nas últimas semanas devido ao sucesso de medidas tomadas para conter o surto.

As autoridades locais esperam que haja mais infeções de peste bubónica e pneumónica nos próximos quatro meses. A praga bubónica é causada por infeção com a bactéria Yersínia que normalmente é espalhada através da picada de pulgas infetadas, frequentemente carregadas por ratos.

Surto sem precedentes

Os pacientes infetados apresentam sintomas que incluem gânglios linfáticos dolorosos e inchados, chamados de bubos, bem como febre, calafrios e tosse.

O atual surto em Madagáscar é considerado sem precedentes pela velocidade e alcance, por ocorrer em áreas não endémicas, como cidades densamente povoadas e com maior proporção de casos pneumónicos e bubónicos.

A OMS promete continuar a ajudar o país na resposta ao surto da peste. A agência já colocou US 1,5 milhão ao dispor das autoridades malgaxes em fundos de emergência e distribuiu mais de 1,2 milhão de doses de antibióticos.

O auxílio incluiu a capacitação de mais de 4,4 mil pessoas para registar indivíduos que tiveram contacto com os infetados como forma de ajudar a evitar o alastramento da praga.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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