Iêmen: sofrimento aumenta com segunda semana de fronteiras fechadas
BR

14 novembro 2017

Segundo Agência da ONU para Refugiados, fechamento evita entrada de suprimentos comerciais e humanitários e restringe movimento de trabalhadores da área; porta-voz da agência, William Spindler, disse à ONU News que fechamento piora situação humanitária no país que “já muito crítica”.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, está alarmada com a piora da situação no Iêmen após o fechamento temporário das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas em 6 de novembro.

Na última semana, o fechamento evitou a entrada de suprimentos comerciais e humanitários e restringiu o movimento de trabalhadores da área. Segundo a agência da ONU, a medida também coloca pressão econômica sobre uma população que está sofrendo com o conflito.

Situação crítica

De Genebra, o porta-voz do Acnur, William Splinder, falou à ONU News sobre o impacto desse fechamento na situação humanitária do Iêmen.

“A situação tem piorado consideravelmente, a situação alimentar, o acesso aos medicamentos e também o preço dos combustíveis que tem aumentado de uma maneira alarmante. Tudo isso teve como consequência uma deterioração da situação humanitária no país que era antes já muito crítica”.

Catástrofe

Junto com outros integrantes da comunidade humanitária no Iêmen, o Acnur está defendendo a reabertura das fronteiras imediatamente.

“É crítico que o acesso humanitário seja aberto, que as fronteiras sejam de novo abertas também e que as atividades humanitárias possam recomeçar, se não vamos ver uma situação que pode levar a uma catástrofe humanitária no país”.

A jornalistas em Genebra, Spindler disse ainda que os fechamentos estão agravando a crise e representando uma ameaça a milhões que tentam sobreviver.

Assista ao Destaque ONU News de 13 novembro, que fala do drama dos iemenitas que precisam de atendimento médico. Apresentação: Monica Grayley.

Segundo o Acnur, o conflito no Iêmen, que começou em março de 2015, criou a maior crise humanitária do mundo com 21 milhões de pessoas afetadas.

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