África: pesquisa com jovens ressalta impacto destrutivo do conflito na educação

13 novembro 2017

Avaliação foi conduzida pelo Unicef em quatro países: Chade, Nigéria, República Centro-Africana e Uganda; escolas danificadas ou forçadas a fechar foram um fator citado por quase 50% dos entrevistados.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

Escolas inseguras ou danificadas, professores ausentes e viagens perigosas. Essas são algumas das formas com as quais conflitos estão tendo um impacto destrutivo nas perspectivas educacionais de jovens africanos, segundo uma pesquisa realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, em quatro países do continente.

As conclusões foram apresentadas em um evento em Bruxelas, antes da Cúpula da ONU e da União Africana, e teve como base pesquisas com 128 mil jovens no Chade, na Nigéria, na República Centro-Africana e em Uganda.

Impacto negativo

O evento foi organizado pelo Unicef e a diretoria geral da Comissão Europeia para Proteção Civil Europeia e Operações de Ajuda Humanitária.

A interrupção da educação como resultado de conflito foi relatada por até 76% dos entrevistados na Nigéria, assim como até 89% em algumas partes no norte de Uganda.

Em geral, escolas danificadas ou forçadas a fechar foram um fator citado por quase 50% dos entrevistados.

Segundo os participantes da pesquisa, a falta de professores e viagens inseguras às escolas foram outras formas com as quais a violência prejudica suas oportunidades de aprendizagem.

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