Três meses após início da crise, continua fluxo de royingyas ao Bangladesh
BR

3 novembro 2017

Acnur fala de mais de 3 mil pessoas que entraram no Bangladesh durante a noite de quarta para quinta-feira; OIM decreve recém-chegados traumatizados, famintos e que temem pelas suas vidas; desnutrição pode estar acima dos limiares de emergência no estado de Rakhine.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

Três meses após o início do mais recente fluxo da minoria rohingya a partir de Mianmar milhares continuam a fugir para o Bangladesh.

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, cita guardas de fronteira bengalesa como tendo registado cerca de 3 mil refugiados em Anjuman somente na noite de quarta para quinta-feira.

Fronteira

Antes de entrarem para o país vizinho, milhares de pessoas esperam em arrozais perto da fronteira. No local, a ONG Ação Contra a Fome entrega comida e o Fundo as Nações Unidas para a Infância, Unicef, distribui água.

Uma avaliação do Unicef realizada no campo de refugiados bengalês de Kutupalong, em Cox's Bazar, mostra uma prevalência de 7,5% de desnutrição aguda grave. Em seis meses, a taxa de crianças com essa condição subiu para o dobro, revela o estudo.

Emergência

O representante do Unicef no Bangladesh, Edouard Beigbeder, disse que os níveis de desnutrição entre crianças no norte do estado de Rakhine em Mianmar “já estavam acima dos limiares de emergência”.

Segundo o responsável, as vítimas de desnutrição grave “correm o risco de morrer de uma causa totalmente prevenível e tratável”.

Traumatizados

A Organização Internacional para Migrações,  OIM, revelou que os recém-chegados estão traumatizados, famintos e temem pelas suas vidas ao descrever refugiados que andam dias antes de entrar no distrito bengalês de Cox's Bazar. A maioria são mulheres e crianças vulneráveis.

Já a Organização Mundial da Saúde, OMS, deverá envolver 180 mil crianças com idade até cinco anos na segunda fase da campanha de vacinação contra a cólera que começa este sábado.

Na primeira etapa, iniciada a 10 de outubro, mais de 700 mil menores com mais de um ano receberam a imunização oral para proteção contra a doença.

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