Para cumprir a Agenda 2030, mundo precisa investir em ciência e tecnologia
BR

1 novembro 2017

Ministro Manuel Heitor da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal participou em simpósio sobre o tema na sede da ONU e defendeu mais recursos para a área para a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

Um simpósio para debater energia global e o avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável reuniu na sede da ONU, o secretário-geral António Guterres, e representantes da África, da Ásia e da União Europeia.

No encontro, a China apresentou um relatório com um plano de ação sobre o tema das ligações energéticas globais. O documento prioriza a área de investigação e desenvolvimento.

Energias renováveis

Participou também o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, Manuel Heitor, que apresentou a iniciativa que o país tem feito no Atlântico com o Centro de Investigação Internacional, nos Açores, do qual participam outros países de língua portuguesa como Angola, Brasil e Cabo Verde.

O ministro Manuel Heitor falou sobre o sucesso de Portugal na promoção e armazenamento de energias renováveis.

“A capacidade que Portugal teve de aumentar a capacidade hidroelétrica e claramente solar e de vento foi adicionada uma capacidade muito importante de integração de diferentes tecnologias porque quando há sol e quando há vento não é necessariamente quando as pessoas usam energia. E isto é uma capacidade científica muito complexa. E Portugal desenvolveu esta capacidade científica de uma forma única que permitiu ter o recorde do mundo em 2016 do número de dias totalmente sustentados por energias renováveis.”

Taxa

Para o ministro de Portugal, o esforço de investir mais em ciência e tecnologia deve ser feito por todos em nome do desenvolvimento sustentável até 2030, como prevê a Agenda da ONU.

“Sabemos que em muitas zonas do mundo, nomeadamente na América Latina, na África e também na Europa, os níveis de investimento em ciência estão muito aquém daqueles exigidos. A China está a aumentar a uma taxa, como mais nenhuma outra zona do mundo, o esforço público e privado, mas sobretudo público em investigação e desenvolvimento.

E o apelo que aqui lancei, é um apelo para a necessidade de todos os países aqui também representados perceberem que o desenvolvimento sustentável requer mais conhecimento.”

O simpósio de alto nível Interconexão Energia Global: Avançando com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável contou também com a presença de líderes africanos de Gana, Etiópia e Zimbábue entre outros países.

 

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