Economia da África Subsaariana a caminho da recuperação, segundo FMI

1 novembro 2017

Crescimento regional deve chegar a 2,6% em 2017; Angola entre  países onde retoma de crescimento ainda é pouco expressiva;  dívida de metade das economias da região ultrapassou 50% do seu Produto Interno Bruto.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

As mais recentes previsões económicas do Fundo Monetário Internacional, FMI, para a África Subsaariana indicam que a desaceleração está a reduzir.

Este ano, o crescimento económico deverá chegar a  2,6% depois de 1,4% atingido ano passado, destaca o estudo Perspetivas Económicas Regionais para a África Subsaariana.

Expansão

O chefe da Divisão de Estudos Regionais no Departamento Africano do FMI, Jarek Wieczorek, disse que a expansão será ligeira em relação a 2016. Ele sublinhou como outro fator de destaque o aumento a dívida pública.

De acordo com o representante, a subida  é modesta e muito tímida como reflexo de fatores como a retoma dos preços do petróleo e o aumento da produção agrícola na Nigéria. A outra razão é o relativo avanço nos setores agrícola e mineiro da África do Sul no início deste ano.

A instituição prevê que a manter-se a tendência observada nos últimos três anos, a dívida em muitos países da África Subsaariana deverá tornar-se insustentável.

Wieczorek  disse que falta impulso de alguns países dependentes de matérias-primas para retomar o crescimento. É o caso de Angola e de algumas nações da Comunidade Económica e Monetária da África Central.

Recuperação

O representante aponta Nigéria, Angola, África do Sul e República Democrática do Congo como exemplos para ilustrar que quase 400 milhões de pessoas na África Subsaariana não verão a sua renda aumentar. A razão é o impacto do choque de matérias-primas pelo atraso da resposta à situação porque ainda não aconteceram as reformas necessárias para impulsionar a recuperação.

No ano passado, a dívida pública de quase metade dos países da África Subsaariana ultrapassou 50% do seu Produto Interno Bruto, PIB.

De acordo com o estudo, os custos para manter a dívida também tornam-se um fardo, especialmente em nações produtores de petróleo como Angola, Gabão e Nigéria que absorvem mais de 60% das receitas do governo. O problema também ocorre em várias economias de rápido crescimento.

O FMI aponta para um aumento das vulnerabilidades na região devido à subida da dívida pública, às tensões do setor financeiro e às baixas restrições externas.

 

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