Secretário-geral chega à República Centro-Africana para visita oficial
BR

24 outubro 2017

Viagem, no Dia da ONU, também quer homenagear soldados de paz de todo o mundo; António Guterres espera mais consciência da fragilidade no país africano em busca da estabilização.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O secretário-geral passa o Dia das Nações Unidas, este 24 de outubro, na República Centro-Africana. António Guterres reúne-se com representantes do governo, da sociedade civil, dos partidos políticos e do corpo diplomático além de discursar na Assembleia Nacional.

Falando à ONU News, de Bangui, o porta-voz da Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana, Minusca, Vladimir Monteiro, contou que a deslocação do chefe da organização vai projetar a imagem do país que tenta ultrapassar o conflito.

Grupos Armados

“O encontro com o chefe de Estado, a visita à cidade de Bambari onde as Nações Unidas conseguiram expulsar os grupos armados. Vai haver também um encontro importante sobre o processo de DDR: desmobilização, desarmamento e reintegração.”

Antes da viagem, o secretário-geral declarou que a situação centro-africana continua muito preocupante e que sua visita pretende chamar atenção para a fragilidade que, muitas vezes, está longe dos meios de comunicação.

Até sexta-feira, a visita de Guterres ao território centro-africano também terá  como propósito homenagear os soldados de paz. Um deles é o português André Gomes que diz servir com orgulho o seu país e os comandos.

Grande objetivo

“Ao estarmos bastante bem preparados, e ter um conhecimento excelente aqui do teatro de operações, estamos mais aptos a todo o tipo de instruções que forem dadas pelo nosso comandante para podermos realizar tendo em conta sempre o grande objetivo de proteção de civis e isto conjugando sempre com a página na RCA.”

Segundo as Nações Unidas, 12 militares da organização morreram em “atos hostis” ocorridos apenas este ano na República Centro-Africana. O tenente-coronel Rocha, do Brasil, monitora esse tipo de cenários para que tenham resposta da força internacional no país.

Operações

“Me sinto muito honrado em participar nessa missão na República Centro-Africana, é uma honra poder representar o Brasil e também poder contribuir para o progresso do país com o meu trabalho no centro de operações conjuntas. Tenho a certeza de que a Minusca tem um trabalho muito importante aqui na República Centro-Africana e contribui sobremaneira para o êxito e para o progresso do país.”

Para Guterres, as operações de paz estão entre as ferramentas mais eficazes da comunidade internacional para enfrentar os desafios globais de paz e segurança. Mas a nível global, a ONU perdeu 67 soldados de paz em serviço este ano.

Antes de sair de Nova Iorque, Guterres também lembrou que há cinco anos, havia “atrocidades em massa” na República Centro-Africana e as forças de paz da ONU ajudaram a evitar o pior.

Na República Centro-Africana ainda ocorrem tensões intercomunitárias e atos de violência que agravam a situação humanitária. Mais de 600 mil pessoas vivem como deslocadas e meio milhão buscam refúgio fora do país.

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