Uneca: Rápida urbanização da África pode ser um motor de industrialização

23 outubro 2017

Relatório da Comissão Económica das Nações Unidas para a África faz recomendações para aproveitar a rápida transição urbana; perspectivas de crescimento a longo prazo continuam a ser promissoras na África Oriental.

Denise Costa da ONU News, em Nova Iorque.

Em 2035, metade da população africana será urbana em comparação com apenas um terço em 1990.

Esta rápida urbanização cria desafios crescentes em termos de necessidades de infraestrutura e serviços, mas também pode ser um motor de desenvolvimento industrial, sob o quadro político correto.

Relatório

Neste contexto, o último Relatório Económico sobre África pela Comissão Económica das Nações Unidas para a África, Uneca, "Industrialização e Urbanização para a Transformação de África", faz recomendações concretas para aproveitar a rápida transição urbana.

Durante o lançamento do informe, a secretária executiva adjunta do Uneca, Giovanie Biha, enfatizou que "a urbanização africana não foi impulsionada pela melhoria da produtividade agrícola ou pelo aumento da produção industrial".

Empregos

Segundo ela, a urbanização tem sido dominada pela expansão do setor informal. Para promover o crescimento aprimorado e a erradicação da pobreza, os países africanos devem implementar políticas industriais que gerem empregos qualificados e ganhos de produtividade necessários para a transformação estrutural de suas economias.

O documento também é uma oportunidade para discutir os desafios da industrialização e da transformação estrutural no continente, e em particular, para a África Oriental.

PIB

Apesar de um processo de transformação estrutural fraco, as perspectivas de crescimento a longo prazo continuam a ser promissoras na África Oriental. A taxa de crescimento do Produto Interno Bruto, PIB, é estimada em 5,6% em 2017, o mesmo que em 2016.

O índice está abaixo do desempenho excepcional dos últimos cinco anos, com a Etiópia a atingir uma taxa de crescimento anual média de 9,5% e o Ruanda com 7,2% entre 2012 e 2016.

 

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