Representantes da ONU pedem solidariedade global a refugiados rohingya
BR

17 outubro 2017

Nota conjunta dos chefes do Acnur, Ocha e OIM foi divulgada dias antes de conferência de doadores marcada para 23 de outubro; desde 25 de agosto, mais de 500 mil rohingyas atravessaram a fronteira de Mianmar para Bangladesh.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

Três representantes das Nações Unidas emitiram nesta segunda-feira uma declaração conjunta de solidariedade aos refugiados rohingya.

O alto comissário da ONU para Refugiados, Filippo Grandi, o subsecretário-geral para Assuntos Humanitários, Mark Lowcock, e o chefe da Organização Internacional para Migrações, OIM, William Lacy Swing, lembraram que desde a eclosão da violência no estado de Rakhine, em Mianmar, em 25 de agosto, mais de 500 mil rohingyas atravessaram a fronteira para Bangladesh.

Emergência

Segundo eles, esta é a crise de refugiados que mais cresce no mundo e uma grande emergência humanitária. A ONU, o governo de Bangladesh, ONGs parceiras, voluntários e outros atores locais estão trabalhando para fornecer assistência, mas muito mais seria “urgentemente necessário”.

Na nota, os chefes da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, da OIM, e do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, alertaram que os deslocados são “plenamente dependentes de assistência humanitária para comida, água, saúde e outras necessidades essenciais”.

Em alguns locais, não há acesso à água potável e saneamento, o que aumenta os riscos à saúde de refugiados e das comunidades que os abrigam.

Doadores

Em Genebra, preparativos estão sendo feitos para uma conferência de doadores em apoio ao Plano Conjunto de Resposta que será realizada em 23 de outubro. O encontro é organizado pelo Acnur, pela OIM e pelo Ocha.

O objetivo da conferência é levantar US$ 434 milhões para assistência imediata a refugiados rohingya em Bangladesh e às comunidades locais que os estão abrigando.

Grandi, Lowcock e Lacy Swing fizeram um pedido à comunidade internacional: que intensifique as ações para levar uma solução pacífica à difícil situação dos rohingya, acabar com seu “êxodo desesperado”, apoiar as comunidades que os abrigam e garantir as condições que permitam que os refugiados, eventualmente, voltem para suas casas voluntariamente em segurança e dignidade.

Os chefes do Acnur, do Ocha e da OIM destacaram, no entanto, que as origens e soluções para esta crise estão em Mianmar.

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