Guterres celebra resposta internacional contra fome em países mais afetados

13 outubro 2017

Secretário-geral disse reação foi rápida aos alertas sobre risco de fome na Nigéria, no Iémen, na Somália e no Sudão do Sul; em áreas de conflito vivem 60% dos 815 milhões de pessoas que sofrem de fome.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

Mecanismos de alerta precoce de fome funcionaram bem no nordeste da Nigéria, no Iémen, na Somália e no Sudão do Sul, segundo o secretário-geral das Nações Unidas.

António Guterres apresentou um informe ao Conselho de Segurança, esta quinta-feira, marcando nove meses após o seu anúncio de que 20 milhões de pessoas estavam em grave risco de fome nesses países.

Rapidez

Após citar várias iniciativas realizadas com o apoio da ONU nesse período, Guterres disse que a comunidade internacional respondeu rapidamente aos alertas.

Segundo o chefe da ONU,  os doadores contribuíram com quase 70% dos fundos pedidos e as operações de ajuda foram ampliadas. Ele contou ainda que  agências humanitárias e parceiros fazem chegar alimentos essenciais, assistência nutricional, cuidados de saúde e outros apoios a cerca de 13 milhões de pessoas por mês.

O chefe da ONU prometeu a continuação do apoio à prevenção da fome e à assistência humanitária. Ele disse que o tipo de ajuda e o reforço ao respeito pelo direito internacional devem ser acompanhados por investimentos na paz sustentável e em soluções abrangentes a longo prazo.

Para Guterres estes problemas exigem uma abordagem em todo o sistema de ajuda com foco na relação entre o desenvolvimento humanitário e a sua ligação com a paz.

O chefe da ONU disse que cerca de 60% dos 815 milhões de pessoas que sofrem de fome vivem atualmente em áreas de conflito. Três quartos das crianças com nanismo estão em países afetados por confrontos.

Comunidades

Para Guterres, até que esses conflitos sejam resolvidos, e o desenvolvimento ganhe espaço haverá comunidades e regiões inteiras sendo arrasadas pela fome e pelo sofrimento.

A longo prazo, Guterres propõe ações concentradas em comunidades e em nações recém-saídas de conflitos prolongados e a instabilidade. Ele destacou que a meta da ajuda deve ser para que as pessoas não apenas sobrevivam, mas prosperem.

Para o secretário-geral, neste momento é urgente um compromisso para o aumento da ajuda humanitária e o financiamento dos atuais programas.

Ao abordar a falta de recursos para a ação humanitária, Guterres disse que é inconcebível que agências de auxílio tenham de tomar decisões de vida ou morte sobre quem deve receber ajuda.

*Apresentação: Denise Costa.

 

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