“Que a comunidade internacional não abandone a República Centro-Africana”

27 setembro 2017

Pedido foi feito pela coordenadora humanitária das Nações Unidas no país; novos provocam saída da comunidade de auxílio de áreas afetadas; milhares de pessoas estão escondidas nas matas no oeste.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

A continuação da violência desde o início do ano na República Centro-Africana e o aumento dramático das necessidades levaram a uma revisão do Plano de Resposta Humanitária das Nações Unidas no país.

Somente 30% dos fundos necessários para apoio humanitário estão garantidos e a situação deve levar a uma redução da quantidade e da qualidade da resposta humanitária, disse a coordenadora humanitária na República Centro-Africana.

Assistência

Najat Rochdi mencionou diversas regiões onde a falta de fundos levou à saída de agências humanitárias. Na maioria dos casos, o pessoal era o único que podia prestar assistência aos necessitados nesses locais.

A representante pediu à comunidade internacional que não abandone a República Centro-Africana, onde metade da população precisa de assistência para sobreviver.

Desde o início de setembro, a situação humanitária na parte ocidental voltou a piorar com grupos armados que passaram a controlar várias localidades. Alguns exemplos são as cidades de Bocaranga, de onde fugiram 15 mil pessoas, e Niem com mais de 8 mil deslocados após o registo de confrontos recentes.

Violência

Grande parte dos centro-africanos “escondeu-se no mato, onde não pode ter acesso à assistência humanitária”. Os atos de violência ocorridos nessas áreas levaram à suspensão das atividades.

Najat Rochdi destacou que  os “civis continuam a pagar um preço muito alto pelos confrontos entre os grupos armados”.

A coordenadora revelou que a população “perde não somente a assistência quando foge, mas também é mais vulnerável às adversidades, aos abusos dos grupos armados e à destruição das suas propriedades”.

O novo surto de violência em áreas do oriente e ocidente criaria mais necessidades humanitárias, numa altura de “pressão intensa” das capacidades operacionais que estão subfinanciadas.

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