Assembleia Geral deste ano colocou as pessoas no centro dos debates
BR

25 setembro 2017

Presidente do órgão das Nações Unidas disse que os países abordaram desafios, soluções e ação para enfrentá-los; em 2018, estão sendo planejados reunião de alto nível sobre a paz sustentável e a adoção de um pacto global sobre migrantes e refugiados.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

As Nações Unidas encerraram esta segunda-feira os debates da Assembleia Geral, onde participaram chefes de Estado e de governo e outros representantes dos países-membros.

O presidente da 72ª sessão do evento disse que um dos grandes marcos foram as declarações feitas na reunião que realçaram “desafios, soluções e ação para enfrentá-los”.

Pessoas

Para Miroslav Lajcák  as declarações revelaram a força, a resiliência, as experiências, as parcerias e o espírito empreendedor. O chefe da Assembleia Geral agradeceu aos países membros por terem colocado as “pessoas no centro dos debates” ocorridos durante a semana.

O representante disse estar confiante que no próximo ciclo poderá ser feito “ainda mais aproximando as pessoas das decisões que terão impacto sobre elas”.

Para Lajcák, “qualquer alternativa ao multilateralismo se arriscaria a levar o mundo à repetição dos erros da história”. Ele declarou que nas próximas sessões deve ser abordado como promover a mudança para uma atuação da ONU mais transparente possível.

Decisões

Desta sessão dos debates, Lajcák disse que a ONU vai analisar sugestões dos países que incluem o apoio para priorizar paz e a prevenção, a visão de colocar os direitos humanos, a igualdade de géneros e o Estado de Direito no centro das decisões da ONU e os apelos em prol da implementação da Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

Lajcák disse que os países ilustraram como o mundo tem mudado com rapidez tanto de forma positiva como para a negativa e que as Nações Unidas devem fazer mais para responder a essas mudanças.

Lajcák declarou ainda que honrava tanto os consensos alcançados como os atos de contenção que foram demonstrados durante o debate geral.

Críticas

Segundo ele, nem todas as mensagens que surgiram nos debates gerais eram positivas e várias delas continham criticas aos países ou às Nações Unidas. Para ele, tudo isso é parte do pacote e do direito dos Estados de o fazer.

Como defendeu, apesar do seu tamanho, sua população ou sua dimensão da economia os países têm o direito de falar livremente na mesma plataforma, com mesmo tempo e sem censura na ONU. Ele disse é preciso lembrar que as diferenças em posições unilaterais não evitam acordos multilaterais.

Para a sessão recém-iniciada estão programados grandes eventos com destaque para a reunião de alto nível sobre a paz sustentável a ter lugar em abril e a adoção de um pacto global sobre migrantes e refugiados previsto para setembro.

Esta semana, será realizado um evento sobre o tráfico de pessoas na sequência de sessões anteriores sobre o tema. Espera-se para breve o início de encontros de várias comissões da Assembleia Geral com temas considerados essenciais para o órgão.

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