Conselho de Segurança debate reforma das operações de paz da ONU
BR

20 setembro 2017

Chefe da organização, António Guterres, abriu o encontro que também contou com o ex-presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta e o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, entre outros.

Denise Costa da ONU News, em Nova Iorque.

A reforma das Operações de Paz da ONU foi o assunto debatido numa reunião no Conselho de Segurança, nesta quarta-feira. O encontro foi conduzido pela Etiópia, que ocupa a presidência do órgão neste mês de setembro.

Em seu pronunciamento, o secretário-geral da ONU, António Guterres, destacou que estavam todos ali reunidos para fortalecer uma das principais atividades das Nações Unidas. Ele sublinhou que todos os dias as tropas da ONU criam as condições para uma paz duradoura.

Reforma

O chefe da ONU acrescentou que ao longo dos anos, 55 operações de manutenção da paz foram concluídas com sucesso assim como muitas missões políticas.

Guterres descreveu os pontos principais de sua reforma, que pretende alcançar mudanças críticas, previstas no relatório de 2015 do Painel Independente de Alto Nível sobre Operações de Paz.

O secretário-geral afirmou que, em primeiro lugar, "a prioridade da política" deve ser reconhecida para que as operações de paz sejam implantadas em apoio a esforços diplomáticos ativos, não como um substituto".

Em segundo lugar, as operações de paz devem estar adequadamente equipadas e, em terceiro, devem incorporar valores da ONU, o que significa que a exploração e o abuso sexuais não são aceitáveis.

E por último, a ONU deve construir parcerias mais fortes com organizações regionais e sub-regionais, como a União Africana e a União Europeia.

Experiência coletiva

Também presente na reunião do Conselho de Segurança, José Ramos Horta, que presidiu o Painel Independente de Alto Nível sobre Operações de Paz, disse aos Estados-membros que o relatório de 2015 "refletiu a experiência coletiva e as recomendações de centenas de pessoas de muitos setores da vida como: reformados, militares nas forças armadas e policiais que presenciaram guerras de perto, líderes comunitários e ativistas que vivem no meio de conflitos".

O encontro contou com a mais de 70 representantes, incluindo o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence. O Conselho aprovou por unanimidade uma resolução enfatizando que "a prioridade da política deveria ser a marca da abordagem das Nações Unidas para a resolução de conflito" e a prevenção como a principal responsabilidade dos países.

 

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