Número de mortes por bombas de fragmentação dobra em um ano
BR

1 setembro 2017

Na Síria, foram utilizados quase 80% do total dos engenhos; coligação quer que países ratifiquem proibição ao tipo de explosivo.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*

O número de mortes provocadas por bombas de fragmentação, no ano passado, foi de 971 no ano passado, mais que o dobro em relação a 2015.

A Coligação contra as Bombas de Fragmentação indica 860 mortes na Síria e 38 no Iêmen. Os civis foram a maioria das vítimas fatais, segundo um relatório apresentado na ONU em Genebra.

Síria e Iêmen

De acordo com o balanço, mais de 100 casos de mortes ou ferimentos ocorreram devido a bombas que explodiram depois de serem lançadas. Com a iniciativa de desminar terrenos, 88km2 foram liberados dos explosivos, e 140 mil minas destruídas.

O Coordenador da Coligação, Geff Abramson, disse que a única forma segura de acabar com o problema é a adesão de todos os Estados à proibição internacional a esse tipo de armamento.

Para o representante, os efeitos arrasadores em nível humanitário são particularmente agudos na Síria, onde o uso contínuo não diminuiu desde meados de 2012.

A Convenção da ONU sobre Bombas de Fragmentação foi ratificada por 102 países sendo os últimos Benin e o Madagáscar. Outros 17 Estados assinaram mas não ratificaram o documento.

Convenção

Em dezembro, 141 países firmaram uma decisão da Assembleia Geral contra as minas, mas 32 deles não eram signatários de Convenção.

O relatório lembra que o tipo de munição é disparado por artilharia e foguetes a partir de aviões que depois liberam várias pequenas bombas numa área do tamanho de campo de futebol.

Apesar de não explodirem no impacto inicial, as bombas deixam resíduos perigosos que se convertem em minas terrestres.

Fragmentação

Como Estados-Partes da Convenção, Eslováquia, Espanha e Suíça destruíram 56.171 bombas de fragmentação e 2,8 milhões de submunições em 2016.

Na Síria, as forças governamentais continuam “a usar o tipo de armamento e outros menos 238 ataques ocorreram em 2016 e julho de 2017.”

Já no Iêmen, a coligação liderada pela Arábia Saudita também usou bombas de fragmentação, mas o número de ataques “tem diminuído após a condenação internacional”.

*Apresentação: Monica Grayley.

 

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