Acesso humanitário permanece “essencial” na Síria, diz enviado da ONU
BR

30 agosto 2017

Por videoconferência, Staffan de Mistura anunciou nova rodada de conversas entre sírios para outubro em Genebra.

Laura Gelbert Delgado, da ONU News em Nova Iorque.

O enviado especial do secretário-geral da ONU para a Síria apresentou um informe ao Conselho de Segurança nesta quarta-feira pela primeira vez desde a sétima rodada de conversas entre sírios que terminou em Genebra, em 14 de julho.

Ao Conselho, Staffan de Mistura falou sobre o que acha que pode ser esperado num próximo período em relação à redução da violência, ao combate ao terrorismo e ao avanço do processo político.

Combate ao terrorismo

Para ele, embora sem dúvida, ainda haja violência na Síria, a tendência de redução e a operacionalização de áreas sem violência continuam.

Por videoconferência, o enviado especial disse, no entanto, que a situação em Idlib é “complexa” e precisa de atenção. Ao mesmo tempo, com a continuação das ações de combate ao terrorismo, de Mistura afirmou que a área sob controle do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, Isil, está cada vez menor.

Acesso humanitário

Staffan de Mistura ressaltou que acesso humanitário contínuo ainda é essencial, assim como o trabalho para a libertação de pessoas detidas arbitrariamente, citando milhares que desapareceram.

O enviado especial da ONU alertou que “todas as partes devem fazer seu máximo para proteger civis e infraestrutura civil”.

Processo político

Em relação ao processo político, ele ressaltou ser do profundo interesse da população síria, que está sofrendo há muito tempo, que “governo e oposição se deem conta de que chegou a hora de se envolverem em uma negociação mais séria e concreta”.

Neste sentido, de Mistura afirmou estar ainda ouvindo “toda a gama” de partes interessadas na Síria.

O enviado da ONU anunciou ainda sua intenção de retomar as conversas formais entre sírios em Genebra em outubro.

Para Staffan de Mistura, esse é o momento de passar de uma “lógica de guerra para a de negociação e para colocar os interesses do povo sírio em primeiro lugar”.

Ele disse ainda que se pudesse identificar uma coisa “acima de todas que pode fazer a diferença seria um senso de unidade de propósito internacional com prioridades claras e objetivos comuns”.

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Stephen O’Brien, também falou ao Conselho sobre a situação humanitária no país.

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