Por falta de fundos, refugiados recebem menos alimentos na Tanzânia

29 agosto 2017

PMA precisa de apoio urgente de doadores para que ajuda chegue rapidamente aos refugiados; beneficiários são cidadãos dos vizinhos Burundi e República Democrática do Congo.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

A falta de fundos levou ao corte na assistência alimentar a 320 mil refugiados em três acampamentos do noroeste da Tanzânia, segundo o Programa Mundial de Alimentação, PMA.

A agência anunciou que foi forçada a tomar a medida numa altura em que precisa urgentemente de US$ 23,6 milhões para realizar as suas ações no país até dezembro deste ano.

Produtos

O PMA atende às necessidades alimentares e nutricionais de refugiados do Burundi e da República Democrática do Congo com produtos como farinha de milho, legumes, supercereais, óleo vegetal e sal.

A falta de financiamento limitou os planos de distribuição de agosto, e os alimentos chegaram a 62% das 2,1 mil quilocalorias recomendadas para a ingestão diária de cada beneficiário da ajuda.

Falando à ONU News de Dar Es Salaam, o chefe do sistema das Nações Unidas na Tanzânia, Álvaro Rodriguez, disse que este cenário ainda não retrata o problema real.

O representante informou que após uma reunião tripartida para discutir o retorno voluntário de refugiados entre o Burundi, a Tanzânia e a Agência das Nações Unidas para os Refugiados, Acnur, na quinta-feira e que será conhecida a situação real.

Recursos

O PMA destaca que é preciso dar apoio urgente de doadores para que a ajuda dos refugiados chegue rapidamente aos destinatários e haja mais recursos para o retorno às rações completas além de se evitarem os impactos negativos prolongados".

De acordo com a agência, o corte de calorias consumidas e do suporte nutricional pode levar à desnutrição aguda e ao aumento da vulnerabilidade às doenças.

O PMA também distribui refeições quentes para refugiados à chegada, rações suplementares para mulheres grávidas e lactantes e apoia pacientes e pessoas vivendo com HIV/Sida internados em hospitais.

Neste momento, os programas de alimentação suplementares para esses grupos ainda não são afetados pelas reduções.

 

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