Iémen: casos de cólera caem em mais de um terço desde junho

28 agosto 2017

Unicef destaca que crianças são mais da metade dos cerca de 550 mil casos registados desde abril; mais de 40 mil voluntários atuam em campanha para aumentar consciência sobre a doença; 80% das famílias do país foram alcançadas pela iniciativa.

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.

O número de novos casos de cólera no Iémen caiu em um terço desde o fim de junho, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância Unicef.

A agência elogiou os cidadãos do país por liderarem o combate ao surto que continua a ser o pior no mundo. Vários funcionários dos setores de saúde, água e saneamento que “não recebem salários há mais de 10 meses têm trabalhado incansavelmente para conter a doença.”

Pacientes

Desde abril, o país registou mais de 550 mil pacientes suspeitos, sendo mais de metade dos casos em crianças.

O vice-gestor e chefe do centro de tratamento de cólera do Hospital Alsadaqah, na cidade de Áden, apontou as dificuldades para lidar com o número de pacientes que em grande parte chegam em condições severas.

De acordo com Nahla Arishi, o hospital está lotado operando com as camas e  medicamentos essenciais escassos. Ela destacou que o hospital não fecha as portas e nem deixa de aceitar crianças por não haver camas suficientes.

Ganhos

Uma campanha tenta aumentar a consciência sobre a cólera em todo o país com  mais de 40 mil voluntários que andam de casa em casa. Mais de 2,7 milhões de famílias foram abrangidas, um número equivalente a 80% dos agregados do país.

O Unicef destaca que apesar dos ganhos recentes, a luta contra a cólera está longe do fim. Perante um ambiente de violência, o iminente colapso dos sistemas de água e de saneamento e mais da metade das instalações de saúde do Iémen não funcionam.

O apelo do Unicef é que as partes no conflito encontrem uma solução política para a crise no país onde cerca de 15 milhões de pessoas não tem acesso à água e a cuidados básicos de saúde.

O Iémen tem 385 mil crianças afetadas pela desnutrição grave que estão em alto risco de contrair a diarreia aguda e a cólera.

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