Aiea, FAO e África reforçam vigilância a doenças animais e outras

28 agosto 2017

Mais de 150 participantes de 40 nações africanas debateram como prevenir ébola, febre hemorrágica de Marburgo e a chamada varíola dos macacos entre outros; 75% das doenças humanas começam em animais.

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque.

A Agência Internacional de Energia Atómica está a cooperar com países africanos para melhorar a saúde humana e animal no continente.

Na semana passada, mais de 150 pessoas incluindo vários especialistas reuniram-se sobre o tema com peritos em vida selvagem e veterinária para conter os surtos de enfermidades na região. O encontro ocorreu na sede da Aiea, em Viena, na Áustria.

Equipamentos

Na reunião participaram ainda representantes da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO. A proposta é fortalecer a vigilância de doenças como ébola, as febres hemorrágicas do Marburgo e da Crimeia-Congo e a chamada varíola dos macacos.

O projeto para unir forças entre as agências da ONU e os países africanos começou em 2014 durante o surto de ébola no oeste da África.

Com a formação, peritos em países africanos poderão detetar a doença com equipamentos de diagnóstico. A tecnologia nuclear permite ainda a identificação do vírus em apenas algumas horas.

Longo prazo

O diretor da Divisão de África da Aiea, Shaukat Abdulrazak, informou que ainda não se sabe quando e onde o próximo surto venha a ocorrer, mas segundo ele é fundamental que os países que possam ser atingidos, estejam preparados para o longo prazo.

Cerca de 75% das doenças humanas começam em animais. Mapear a prevalência do vírus na vida selvagem que migra entre fronteiras é um passo fundamental para combater o problema.

 

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